Baião recebe, nos dias 10 e 11 de setembro, o Campeonato do Mundo de Motonáutica F2. O evento foi apresentado na quarta-feira, dia 31 de agosto.

Um dos principais temas debatidos na apresentação do evento foram os apoios concedidos para a realização desta prova. Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Baião, recorda que a realização da prova teve de ser confirmada ainda antes da aprovação do Orçamento de Estado. “Já tínhamos de ter confirmado junto das instâncias internacionais e da federação se íamos ter cá a prova ou não. É um ano particular, obrigou-nos a assumir responsabilidades a um tempo em que ainda não tínhamos confirmação de apoios que normalmente temos. Ainda hoje, há entidades que, por norma, manifestam essa disponibilidade, que ainda hoje não temos a certeza se o vamos ter”.

Apesar da incerteza, o autarca garante: “obviamente que a autarquia vai cumprir. A câmara municipal está preparada, o nosso apoio oscila entre os 20/25 mil euros, até ao dobro, 45/50 mil. Espero que se possa aproximar do limite inferior, mas estamos preparados para que se aproxime do limite superior”.

Paulo Pereira defende a realização da prova, que “atrai pessoas ao território. Já era tempo de haver mecanismos que nos garantissem a realização plurianual, sem temos de estar, todos os anos, à espera do Orçamento de Estado”, constatou.

Por sua vez, Paulo Ferreira, presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica, defende que o que se deve fazer “é um contrato a três anos, para garantirmos uma sustentabilidade desta prova e que não tenhamos de andar todos os anos com este tipo de problemas”.

Sobre os apoios das entidades que, normalmente, costumam estar presentes, o presidente da federação refere que, “no ano passado, foi-nos dado todo o apoio possível”, sendo que este ano defende: “vamos ter esperança”.

Contudo, o presidente lamenta a diferenciação de apoios no que respeita ao Turismo do Centro do Portugal para o Turismo do Porto e Norte de Portugal. “O Turismo do Centro de Portugal já garantiu o apoio à prova de Vila Velha de Ródão. Aqui ainda estamos à espera e eu conto que essa situação vá ser ultrapassada”, disse, acrescentando que, “com o apoio ou sem o apoio, a verdade é que, quando a câmara de Baião assume um compromisso comigo, cumpre. Portanto, estou completamente à vontade”, sendo que o objetivo “é ter um contrato a três anos, como acontece a Sul, com apoio das instituições a longo prazo”.

Também presente esteve o vice-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Inácio Ribeiro, que refere que, apesar de o TPNP ter “alguma independência”, não “é a que gostava, para poder estar mais presente e dar apoio e força a um evento destes, internacional. E deixei esse sinal, porque não podemos deixar de manifestar o nosso descontentamento”.

Apesar de “não ter esperança, porque o tempo é curto”, Inácio Ribeiro acredita que “o futuro será melhorado e mais risonho. Este é um evento que diferencia, é internacional e é um território de baixa densidade. Queremos que o crescimento aqui seja com um valor acrescentado, naturalmente, com eventos como estes que é diferenciado vai trazer mais valor acrescentado”, concluiu.