Os autarcas da denominada zona de prospeção de lítio “Seixoso-Vieiros” – Amarante, Celorico de Basto, Fafe, Felgueiras, Guimarães e Mondim de Basto – reuniram-se, na passada quinta-feira, dia 14 de abril, para dar início a um processo de definição dos termos de referência que possam promover um estudo académico sobre a temática do lítio.

Esta reunião com um grupo de especialistas e os reitores da Universidade do Minho e da Universidade da Trás-os-Montes e Alto Douro “serviu de ponto de partida para o estudo académico que irá fornecer os elementos técnicos necessários à sustentação de uma posição política em relação às questões relacionadas com a prospeção e exploração do lítio na zona ‘Seixoso-Vieiros’”, informa a autarquia de Amarante em comunicado.

Os autarcas – Jorge Ricardo, vice-presidente da Câmara Municipal de Amarante; Domingos Bragança, presidente da Câmara de Guimarães; José Peixoto Lima, de Celorico de Basto; Antero Barbosa, de Fafe; Nuno Fonseca, de Felgueiras; e Bruno Ferreira, de Mondim de Basto – consideraram o papel da academia “muito importante para a discussão da temática em causa, em face dos princípios de isenção e independência que estão subjacentes a uma matéria de teor científico e concordaram em promover um conjunto de ações de debate público nos seus concelhos”.

Em fevereiro, os seis autarcas reuniram com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, “para pedir esclarecimentos, demonstrar preocupação e manifestar que estão contra o relatório de Avaliação Ambiental Estratégica do Programa de Prospeção e Pesquisa de Lítio em Portugal”.