O presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, Humberto Brito, defendeu esta segunda-feira, dia 28 de março, em comunicado que a Ferrovia do Vale do Sousa é “uma urgência para vencer a crise que as empresas atravessam face à dependência do mercado energético tradicional”.

“Face ao brutal aumento do preço dos combustíveis, que ainda hoje se verificou, e ao consequente aumento do preço dos transportes rodoviários de combustão e da rodovia, a que se junta a imprevisibilidade dos mercados mundiais, com sucessivos aumentos nos custos de matérias-primas e de produção, a construção da nova linha ferroviária do Vale do Sousa, que servirá cerca de 300 mil habitantes, é hoje, além de um imperativo nacional de coesão social e territorial, uma necessidade urgente”, escreve.

Para o autarca, “além de não existir atualmente quaisquer alternativas ao transporte rodoviário, as empresas desta sub-região estão a ser gravemente afetadas, desde logo por estarem dependentes das sucessivas oscilações dos mercados enérgicos tradicionais (combustíveis fósseis e eletricidade)”, à medida que os dias passam, “agravam-se ainda mais as dificuldades”.

Uma vez que a Linha Ferroviária do Vale do Sousa está inserida no plano estratégico nacional como projeto de investimento de interesse nacional, Humberto Brito defende que “importa acelerar a captação dos fundos disponíveis no Quadro Comunitário destinados à ferrovia e avançar-se com maior celeridade a sua construção, no mais curto espaço de tempo, sob pena de a sub-região do Sousa continuar a viver com o estigma de ser uma das mais desfavorecidas sub-regiões da Europa e do país”.

Assim, reforça o apelo ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, para que a Linha Ferroviária do Vale do Sousa, “cujos estudos já estão em fase adiantada, ganhe novo ritmo”.