A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) está a promover, durante este primeiro mês de 2022, a iniciativa “31 Dias Sem Álcool”.

Esta iniciativa, que surge no âmbito do desafio “Janeiro Sem Álcool”, decorre no primeiro mês do ano, nas redes sociais da associação, e pretende “alertar a população para os danos relacionados com o álcool”, refere um comunicado.

“Com esta ação pretendemos ajudar as pessoas a adquirir um estilo de vida mais saudável durante o ano que agora começa. É importante que a população adulta pense nos seus comportamentos a nível social e nas consequências que os mesmos trazem para a sua saúde; e que alerte os seus jovens para os riscos do consumo de bebidas alcoólicas. A verdade é que é possível viver sem álcool não invalidando que as pessoas não se possam divertir, relaxar ou socializar”, afirma José Presa, presidente da APEF.

A ingestão excessiva e continuada de álcool traz “consequências sérias em termos de saúde, nomeadamente para o fígado, como fígado gordo, hepatite alcoólica e cirrose hepática; ou consequências indiretas como as resultantes por exemplo dos acidentes de viação”. “Estas situações, quando não tratadas ou prevenidas, lesam gravemente a saúde e podem, até, levar à morte”, conclui.

A iniciativa “Janeiro Sem Álcool” ocorre em simultâneo em vários países, desde 2013, mas, em Portugal, é a primeira vez que a campanha é promovida.

De acordo com dados do relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), de 2019, que considera indivíduos a partir dos 15 anos, “o consumo de álcool por parte dos jovens portugueses é elevado”: em 2019, 84,5 por cento dos inquiridos, com 18 anos, 70,1 por cento, com 16 anos, e 37 por cento, com 14 anos, afirmou ter ingerido bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses. O estudo demonstra também que o consumo de álcool é mais elevado por parte dos homens, com 19,4 litros de puro álcool per capita por ano, do que das mulheres, que consomem 5,6 litros.