Artigo de opinião de Lúcia Resende.

“A verdade é que a vida é feita de altos e baixos… E a maior proeza é sermos capazes de nos reerguer, após cada solavanco que nos derruba. Ter essa capacidade e força é de uma resiliência soberana do ato de viver. De uma capacidade de superar, reinventar e melhorar, ultrapassando e vencendo…”

A dor faz parte do nosso percurso. Ela entra e sai na nossa vida, como uma flecha atirada e trespassada… Que, mesmo depois de retirada, tantas vezes, tem retorno a nós. E nesse campo, de tiros e disparos, em cada situação, somos atingidos e afligidos, em constante dificuldade e provação. Surgem os desafios. Os obstáculos governam. A dor regressa. E as adversidades consomem, desgastam e destroem.

Mas, perante todo um cenário de guerra, impera a importante e vital condição humana, de conseguir ver, analisar e compreender o problema. Mobilizar os meios e recursos necessários, para o resolver. Contornando, os obstáculos. Dando a volta. E sobretudo, aprendendo com eles e deles retirar a, vital e fulcral, lição, que nos fortalecerá e nos tornará mais capazes e eficientes, num contexto futuro.

E este enxergar, lidar e superar, não é sinónimo de invulnerabilidade, proteção ou defesa total. Nem um escudo que nos protege e permite uma saída ilesa e incólume, depois do forte embate destruidor, de cada situação complicada. Ser resiliente é ir desenvolvendo a capacidade de lidar e ultrapassar as amarguras da vida, de forma, emocionalmente, eficaz. Tornando-se o indivíduo, capaz de sair mais fortalecido. Mais apto e ágil. Mestre e rei das suas aprendizagens. E crescer a cada frontalidade e a cada episódio ruim. Do percurso traçado, perante os dias mais escuros, no meio da tempestade ou nas circunstâncias, que não queríamos… E tudo daríamos, para que não acontecessem, ou tivessem acontecido.

E em restruturação da autoconfiança vital e plena de nós e das nossas capacidades. Em persistência, da tenacidade, perseverança e força, com que nos desembargamos. Em otimismo, esperança e fé. Inovando e semeando a flexibilidade, a simplicidade e o treino da adaptação. Desta forma, saberemos lidar melhor com as emoções e desníveis que o mundo nos dispõe e impõe. Nos atira e projeta. Nos derruba e destrói. Num misto de tentar e conseguir. De levantar e seguir.

A verdade é que a vida é feita de altos e baixos… E a maior proeza é sermos capazes de nos reerguer, após cada solavanco que nos derruba. Ter essa capacidade e força é de uma resiliência soberana do ato de viver. De uma capacidade de superar, reinventar e melhorar, ultrapassando e vencendo… E a resiliência é a chave fundamental, da nossa trajetória. Como capacidade pessoal, para ultrapassar as adversidades e vencer os problemas. Ao enfrentar as situações com pensamento otimista, definir estratégias e aprender com cada etapa da vida. Mantendo o foco, a determinação e a coesão entre físico e mental. Sabendo retirar o aprendizado de cada lição e obstáculo, que a vida nos deixa e vai semeando ao longo de cada caminho fértil, por onde ela nos guia.