A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 789 ocorrências a nível nacional, das quais 251 foram registadas na Área Metropolitana do Porto, entre a noite de sexta-feira, 6 de janeiro, e manhã desta segunda-feira, dia 9 de janeiro.

De acordo com José Rodrigues, da ANEPC, desde que foi decretado o estado de alerta, às 23h00 de sexta-feira e as 07h30 horas desta segunda-feira foram registadas 789 ocorrências devido à chuva forte, que resultou na intervenção de 2610 operacionais e o apoio de 1029 meios.

“Esta noite [8 de janeiro] foi mais calma. Registámos 39 ocorrências a nível nacional, mas a maioria no Grande Porto e Coimbra devido à chuva”, disse à Lusa José Rodrigues, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

A Proteção Civil emitiu um aviso à população para o risco de cheias e inundações, incluindo no Porto e em Gaia, após “precipitação persistente” que levou ao “aumento significativo dos caudais do rio Douro”, e que pode causar inundações em “zonas historicamente mais vulneráveis”.

Nesta previsão estão incluídas a foz do rio Sabor, a zona ribeirinha da aldeia de Foz Tua, a zona fluvial de São Martinho em Nagozelo do Douro, o cais do Pinhão, a zona ribeirinha da cidade de Peso da Régua, o cais de Bitetos, a foz do rio Tâmega e zonas ribeirinhas do estuário do Douro, que incluem o Porto e Vila Nova de Gaia.

Neste sentido, José Rodrigues referiu que “vamos estar atentos aos leitos dos rios, sobretudo na zona do Mondego e Douro para prevenir eventuais cheias”, acrescentando, que a maré cheia “vai permanecer até às 16h50”.

As ocorrências estão relacionadas com quedas de árvores, de estruturas, inundações, limpezas de vias e movimentação de massas. Desta forma, a ANEPC recomenda à população que não se exponha às zonas afetadas pelas cheias e que não atravesse zonas inundadas.