O percurso da Associação Desportiva de Constance tem-se pautado, ao longo dos anos, pela introdução de valores basilares na formação dos atletas, assim como de “noções de compromisso, responsabilidade e irmandade”, as quais o presidente, Paulo Sousa, considera “importantes no desporto e em qualquer nível de pedagogia”.

O presidente da associação revela que o início da pandemia levou a que, “não havendo competição alguns meninos desistissem da modalidade” e outros tantos “fossem para outros clubes que demonstraram interesse neles” e, por isso, a formação atravessou uma fase “sensível e enfraquecida”.

O decréscimo de atletas continuou até que em maio e junho de 2021 se iniciaram as captações “com treinos gratuitos e livres para todos” e, aí, começaram “novamente a surgir novos meninos”. O aumento de inscritos na formação foi ainda potenciado pela colaboração com a escola Dragon Force, do Futebol Clube do Porto, estabelecida “pela falta de atletas sentida” pelo clube. Uma parceira que Paulo Sousa garante ter dado “frutos”. “Na altura funcionou porque nunca tivemos tantos meninos e temos noção que muitos vieram à procura da marca Dragon Force”, acrescentando que todos estes fatores permitiram “um recomeço na estrutura e começar, novamente, a cimentar um futuro com os mais pequenos e levá-los até aos escalões maiores”, como já acontecia em anos anteriores.

Hoje, são cerca de 110 os atletas que têm na AD Constance uma base de “educação e formação desportiva, fundamentais nos laços que estabelecem com os colegas” e que posteriormente “os acompanhará na vida profissional”. Ao nível da competição federada, as turmas de iniciação ainda não estão presentes, mas todas as restantes equipas competem na Associação de Futebol do Porto. Paulo Sousa reforça que “em épocas transatas já estiveram inscritos mais de 150 atletas, mas com a pandemia houve um grande decréscimo”.

Ao nível da formação, as ambições da AD Constance passam por “conseguir manter uma base de crianças e fazer com que a formação futebolística seja feita connosco, replicando casos do passado da formação de miúdos que entraram pequenos e saíram quando estavam nos sub-17 ou sub-19, com a formação praticamente concluída”, destaca Paulo Sousa, acrescentando que no futuro a formação continuará a ser “igual, podendo surgir outra equipa dependendo do número de atletas e da procura”.

No final de 2021, a AD Constance viu duas candidaturas serem aprovadas pelo IPDJ, a ‘Reativar Desporto’, que se trata de um “apoio financeiro a ser utilizado nas infraestruturas” e o PRID (Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas), que vai “possibilitar a construção de uma bancada, um projeto a concluir até ao final de setembro”.

Apesar dos horários escolares “pouco permissivos a atividades extracurriculares”, o presidente da associação considera que o desporto “só traz benefícios”. Como revela a sua experiência, “as crianças estão muito presas às tecnologias e afastadas da prática desportiva” e, nesse sentido, incentiva os pais a “arriscar e levar os filhos a experimentar, porque só assim é possível os clubes terem atletas”.