Setembro é um mês de grandes mudanças para milhares de alunos, que dão agora início ao sonho universitário. Para trás, fica a escola que foi, durante alguns anos, a segunda casa e o lugar de muitas decisões.  

Bruno Oliveira é um dos muitos estudantes que terminou o ensino secundário e que começa agora uma nova fase. Depois de terminar o 12.º ano com uma média 19,4 valores e ter sido o melhor aluno da Escola Secundária D. Egas Moniz, em Resende, o jovem de 18 anos ingressou no curso de Gestão da Faculdade de Economia do Porto. As “dúvidas” fizeram parte das escolhas, porque gosta de “muitas áreas”, mas gestão foi a decisão final. “É um curso muito geral e quem sabe, mais tarde, faço outras licenciaturas ou aprofundo os estudos em diversas áreas”.

Expectativas de um aluno que sempre se pautou pelas “boas notas”, porque tinha “alguma facilidade em aprender”, mas porque também seguiu “um estudo regular e disciplinado”, conta.

Para além de ser um aluno de excelência, Bruno é também um jovem apaixonado pelo mundo das artes, pelo teatro em particular. Desde os oito anos que integra uma oficina de teatro, porque gosta “muito de comunicação” e vê nesta arte uma forma de “exprimir sentimentos”. Não tem dúvidas de que o teatro foi uma ferramenta “importante” no seu sucesso escolar. Aliás, foi o “pilar” do método de estudo, “baseado na comunicação e redação de textos”.

Na memória do jovem universitário fica também a “boa relação com os professores. Gostei de todos em geral, porque me ajudaram muito e esse apoio foi essencial em todo este processo”, sublinha.

O secundário de Bruno Oliveira tornou-se um pouco “diferente” com a chegada da pandemia da COVID-19, uma fase que lhe incutiu “mais responsabilidade e organização de tempo e tarefas. Foi um desafio, até porque vivo numa zona com pouca conexão com a internet e tive alguns problemas com as aulas online. Mas correu bem e foi um desafio superado”, considera o jovem.

Desafios que prepararam para o mundo universitário e para uma possível carreira como gestor. “Ainda não tenho a certeza. Neste momento, estou a pensar naquilo que posso fazer, nas atividades da faculdade, como criar competências e  preparar-me para o mercado de trabalho. Quem sabe, mais tarde, vir a ser um gestor de empresas em áreas que sejam do meu agrado”, revela.

Quanto ao teatro, e embora não seja a opção principal, fará sempre parte da vida de Bruno Oliveira. “Hoje em dia o mercado de trabalho das artes está muito complicado, por isso coloquei de parte a hipótese de um curso nessa área, mas vou tentar seguir como hobby. Não sei o que o futuro me reserva, talvez mais tarde acabe por ter uma área profissional nesse sentido”, acrescenta.

Agora numa fase diferente, mas com a mesma convicção, Bruno afirma que “é preciso aproveitar a experiência, porque só se vive uma vez na vida”. Dirige esta mensagem aos colegas que estão no ensino secundário e aconselha-os a “estudar, estar concentrado nas aulas. É preciso haver um esforço diário, semanal e não deixar tudo para a última”. Para além disso, “ter disciplina, rotina e a mentalidade certa, de que não estamos apenas para tirar boas notas. Estamos na escola para aprender algo que nos possa ser útil para a vida”.