Assinala-se esta quinta-feira, dia 31 de março, o 170.º aniversário do concelho de Marco de Canaveses. A data foi marcada com diversas atividades e o final do dia contou com uma conferência, no multiusos do MarcoInvest, que teve como ponto central “Marco: Renovação a Partir da Cultura”.

“A Cultura é, para nós, executivo municipal, um dos eixos estruturantes na necessária renovação municipal”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, Cristina Vieira, no seu discurso, referindo que têm criado “uma agenda mais diversificada, mais atrativa e mais rica”

Lembrando o novo centro cultural, a renovada biblioteca municipal e o novo museu que, em breve, abrirá portas, a autarca mencionou ainda a parceria que tem sido feita com instituições e associações do concelho de forma a “fomentar hábitos culturais e contribuir para a formação dos marcoenses”.

“Hoje, o que queremos fazer é olhar para o futuro do Marco de Canaveses. A nossa perspetiva hoje é cultural e é essa que nos traz para a conferência com o Dr. António Ponte e é também um momento para pensarmos e repensarmos aquela que é a nossa estratégia a nível cultural, dando alguns exemplos daquilo que foi feito no último mandato, integrando a população do Marco de Canaveses, como é o caso dos protocolos que temos com as associações locais, grupos de teatro, com a Banda de Música de Vila Boa de Quires, que faz os seus espetáculos itinerantes, com as escolas de cinema e o ensino da música e do teatro gratuitamente a todas as crianças do município do ensino básico através da Artâmega”, disse ainda, em declarações ao Jornal A VERDADE.

Para Cristina Vieira, “há algumas manifestações culturais importantes”, sendo que “muitas delas vão ter repercussões no futuro que não têm agora tão diretas” como gostariam, lembrando o caso do ensino da música e do teatro e as escolas de cinema.

“A Cultura no Marco de Canaveses tem hoje um papel central como fator de desenvolvimento económico-social”, concluiu.

António Ponte, diretor do Museu Nacional Soares dos Reis e ex-diretor regional de Cultura do Norte, acredita que a Cultura “faz-se de tempo, de espaço e de pessoas” e defende que é necessário “reinterpretar as tradições, sem com isto perder a matriz cultural e de qualidade”.

As pessoas estão “sempre no centro” e são “agentes da Cultura”. “A partir da Cultura, podemos, claramente, ativar a comunidade e com a ativação da comunidade, ativar a economia, a sociedade e, acima de tudo, crescer e educar. A Cultura servirá, acima de tudo, para se fomentar crescimento e a educação da comunidade e, se nós conseguirmos, enquanto agentes públicos, fomentar a educação comunitária, acho que cumpriremos significativamente o nosso papel”, completou.