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Sociedade
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PJ investiga incêndio em garagem de Paços de Ferreira que desalojou 111 pessoas e destruiu dezenas de viaturas

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um incêndio que deflagrou na noite de quarta-feira numa garagem comum a dois blocos de apartamentos em Paços de Ferreira, no distrito do Porto. O incidente deixou 111 pessoas desalojadas e provocou danos severos em mais de três dezenas de veículos.

Redação

O alerta para o fogo, situado na Rua Nova Urbanização de Sistelo, foi dado pelas 22h46. Segundo o comandante dos Bombeiros de Paços de Ferreira, António Barbosa, quando os operacionais chegaram ao local, a garagem encontrava-se fechada, apresentando "uma carga térmica muito elevada" e "fumos negros". Para conseguir penetrar no interior e combater as chamas, os bombeiros foram forçados a abrir a porta e a destruir uma parede numa outra extremidade da estrutura.

Balanço de danos e vítimas

Apesar da violência do incêndio, não se registaram feridos graves. Apenas uma criança e dois adultos necessitaram de ser assistidos no local por inalação de fumos. No entanto, o impacto material foi significativo. O comandante da corporação detalhou que 15 viaturas ficaram totalmente queimadas e 17 foram parcialmente atingidas. No que toca a motociclos, uma mota ardeu na totalidade e quatro sofreram danos parciais. Na garagem encontravam-se estacionados tanto carros elétricos como a combustão.

Relativamente ao edifício, fonte da Unidade de Comunicação e Imagem da Câmara Municipal de Paços de Ferreira garantiu que este "não oferece perigo ao nível da estrutura". Contudo, o prédio foi selado, uma vez que as "infraestruturas da eletricidade, água e saneamento ficaram gravemente danificadas".

Realojamento e Investigação

Dos 111 desalojados, 30 pessoas foram instaladas numa unidade hoteleira de Paços de Ferreira, suportada pela autarquia, enquanto os restantes condóminos optaram por pernoitar em casa de familiares.

A PJ esteve no local durante a manhã de hoje para investigar as causas do sinistro. António Barbosa adiantou que uma das hipóteses em cima da mesa é a de que o fogo tenha tido origem num "carro que começou a arder". A Câmara Municipal aguarda agora a autorização das autoridades judiciárias para entrar no edifício, fazer o levantamento dos estragos e atuar sobre os danos nas infraestruturas.

As operações de socorro, que terminaram às 04h46, envolveram 33 operacionais dos Bombeiros de Paços de Ferreira, apoiados por nove veículos, duas patrulhas da GNR e elementos da Câmara Municipal.