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Sociedade
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 Auscultação pulmonar por smartphone e inteligência artificial apoia crianças com doenças respiratórias

 Uma investigação das universidades do Porto e Coimbra concluiu que a inteligência artificial aliada ao telemóvel viabiliza a telemonitorização respiratória pediátrica.

Redação

Investigadores das universidades do Porto e de Coimbra demonstraram que a auscultação pulmonar realizada através de um smartphone, quando combinada com algoritmos de inteligência artificial (IA), constitui uma alternativa viável e eficaz para a telemonitorização de crianças com doenças respiratórias. O estudo, hoje divulgado, sublinha que esta tecnologia permite acompanhar os doentes à distância e promove uma maior autonomia dos utentes e cuidadores na gestão da saúde.

Tecnologia inovadora na monitorização pediátrica

O projeto científico focou-se na validação técnica e médica de sistemas digitais capazes de captar e analisar os sons emitidos pelo sistema respiratório em ambiente doméstico. De acordo com as conclusões partilhadas pelos especialistas das duas instituições académicas, a qualidade das gravações obtidas pelos dispositivos móveis comuns revelou-se suficiente para que os modelos de IA consigam detetar padrões anómalos.

A implementação deste método assenta na premissa de facilitar o acompanhamento clínico contínuo sem a necessidade de deslocações constantes aos centros hospitalares ou consultórios médicos. Os investigadores apontam que o recurso a estas ferramentas digitais simplifica a triagem e ajuda a identificar precocemente eventuais agravamentos nos quadros clínicos pediátricos.

Empoderamento dos utentes e descentralização médica

Os resultados obtidos realçam o impacto positivo da tecnologia no quotidiano das famílias. Ao dispor de uma ferramenta de monitorização acessível no telemóvel, os pais e cuidadores conseguem obter indicadores objetivos sobre o estado respiratório das crianças, o que contribui para um processo de decisão partilhada com os profissionais de saúde.

O consórcio responsável pelo estudo destaca que esta abordagem tecnológica ganha especial relevância no contexto da medicina digital e dos cuidados de proximidade. O sistema visa dotar os serviços de saúde de mecanismos complementares de diagnóstico e vigilância ativa, otimizando a resposta médica face a patologias respiratórias crónicas ou sazonais na infância.