A transição monetária ocorre num clima de forte polarização. O país enfrenta uma crise política que dura há vários meses e que se acentuou em meados de dezembro. O Governo, liderado por Rosen Zhelyazkov, tem enfrentado "protestos massivos contra propostas orçamentais controversas e alegações de corrupção", o que desencadeou um novo processo para formar executivo ou convocar eleições antecipadas.
Apesar de a medida ser defendida pelo Governo e por Bruxelas, enfrenta "forte oposição popular e política". Reconhecendo as "dúvidas e preocupações" da população, o BCE prometeu "trabalhar em estreita colaboração" com as autoridades búlgaras.
A erosão da confiança pública nas instituições europeias é agravada por preocupações com "campanhas de desinformação alinhadas com a Rússia", que aprofundam as divisões sociais no país.