logo-a-verdade.svg
Portugal
Leitura: 0 min

Famílias portuguesas são responsáveis por grande parte do desperdício alimentar, revela estudo da ‘Too Good To Go’

A maior parte do desperdício alimentar em Portugal ocorre no âmbito familiar, alerta um estudo da empresa ‘Too Good To Go’, divulgado no âmbito do Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, que se assinala na próxima segunda-feira.

Redação

Segundo a investigação, 67% das perdas alimentares são geradas por agregados familiares, evidenciando a necessidade de apoiar os cidadãos com informação e soluções práticas para repensar hábitos do quotidiano. O estudo envolveu 700 pessoas e identificou três momentos críticos do desperdício: compras, armazenamento e confeção de alimentos.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, em 2023 foram desperdiçadas 1,93 milhões de toneladas de alimentos, representando um aumento de 0,3% face ao ano anterior. Entre os fatores apontados estão o consumo impulsivo, embalagens de grandes dimensões e a compra por precaução. Apenas 78% dos consumidores planeiam as compras com listas, e 31% adquirem produtos por impulso.

No armazenamento, 61% dos inquiridos organizam os alimentos, mas muitos não dominam as melhores técnicas de conservação. Durante a confeção, 32% dos consumidores têm dificuldade em calcular porções, cerca de 30% não sabem como aproveitar integralmente os alimentos e 28% referem falta de tempo para cozinhar.

Apesar dos hábitos que levam ao desperdício, 83% dos portugueses consideram-no um problema preocupante e 90% apoiariam legislação contra esta prática. A ‘Too Good To Go’ sublinha que o desperdício alimentar em casa não decorre da falta de preocupação, mas de hábitos que podem ser transformados com informação e soluções práticas.

A empresa propõe como solução o planeamento das compras e a melhor utilização dos alimentos, reforçando a importância de transformar boas intenções em hábitos diários.

Fundada em 2016 em Copenhaga, a ‘Too Good To Go’ atua na recuperação de alimentos que não foram vendidos em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos, vendendo-os a preços reduzidos, entre 30% e 50% do valor original. Desde a sua chegada a Portugal, em outubro de 2019, já salvou mais de 6,5 milhões de ‘Surprise Bags’, evitando a emissão de 17.500 toneladas de CO2e, de acordo com Tiago Figueiredo, diretor interino da empresa no país. Atualmente, a aplicação conta com mais de dois milhões de utilizadores e mais de 4.000 parceiros.