O CECAJUVI venceu o "Prémio BPI Fundação ”la Caixa” 2025" e prepara-se para lançar, já em fevereiro, um projeto inovador de combate à demência. A missão é clara: se os utentes não podem ir à instituição, vai uma equipa especializada a casa deles. Entre as manhãs desportivas e as tardes de concentração, esta é a história de como se luta contra o tempo com afeto, onde até uma imagem de uma máquina de costura pode fazer brilhar os olhos de quem já perdeu as palavras.
Quem entra no CECAJUVI (Centro de Convívio e Apoio à Juventude e Idosos) e vê um grupo de seniores concentrado num jogo de tabuleiro, pode pensar que é apenas entretenimento. Mas, para Susana Pereira e Tânia Vieira, o que ali acontece é ciência aplicada com doses massivas de humanidade.
A instituição, situada num território onde a população é cada vez mais envelhecida, deparou-se com uma realidade dura: quem os procurava, chegava já com um declínio cognitivo avançado ou com demência diagnosticada. Faltava uma resposta que não se limitasse a cuidar, mas que estimulasse. Foi essa lacuna que motivou a candidatura ao Prémio BPI Fundação ”la Caixa”, conquistado em finais de 2025.
"O projeto é direcionado para pessoas com demência e declínio cognitivo, e o objetivo é desenvolver atividades de estimulação de forma estruturada e inovadora", explica Susana Pereira, diretora técnica que assumiu funções em outubro de 2020. A responsabilidade é grande, mas a equipa criada para o efeito está à altura: o projeto financia um grupo multidisciplinar composto por um terapeuta ocupacional, uma psicóloga e uma psicomotricista.

