Com o objetivo de viabilizar a medida, Paulo Esteves Ferreira sustentou que a prioridade inicial deve centrar-se na elaboração de um diagnóstico aprofundado no terreno, capaz de mapear e quantificar a dimensão real do problema em cada um dos 17 concelhos que constituem a Área Metropolitana do Porto (AMP). O levantamento é apontado como indispensável para fixar o montante global do fundo e delinear o modelo de comparticipação das intervenções.
"De forma pragmática, não é razoável esperar que os proprietários suportem integralmente os custos destas obras", fundamentou o presidente da Câmara de Valongo, sublinhando tratar-se de "um problema antigo, que nunca foi verdadeiramente resolvido e que talvez nunca tenha tido a atenção devida". O responsável autárquico advertiu ainda para a gravidade da situação: "Sem se resolver este problema de fundo acredito que nunca teremos rios e ribeiras completamente despoluídos".