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Sociedade
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GNR alerta para "Caller ID Spoofing": A burla telefónica que falsifica números bancários

A Guarda Nacional Republicana emitiu um alerta público sobre uma modalidade de fraude cada vez mais sofisticada, denominada "Caller ID Spoofing".

Redação

Esta técnica permite que criminosos falsifiquem o número de telefone que aparece no ecrã do destinatário, fazendo com que a chamada pareça ser proveniente de uma entidade legítima, como uma instituição bancária.

O Modus Operandi: A "Máscara" Digital

Segundo a força de segurança, os burlões conseguem colocar uma espécie de "máscara" no identificador de chamadas. Mesmo que o número ou o nome que surge no visor coincida exatamente com o contacto oficial do banco, a chamada pode ser fraudulenta.

O processo de engano desenrola-se geralmente da seguinte forma:

  • Abordagem: O burlão faz-se passar por um funcionário bancário e alega a existência de um problema urgente na conta do cliente.

  • Solicitação de Dados: Aproveitando a aparência de legitimidade da chamada, solicita códigos de acesso, dados pessoais ou autorizações.

  • Objetivo: Com esta informação, os criminosos conseguem aceder indevidamente às contas bancárias e retirar o dinheiro das vítimas.

Recomendações de Segurança da GNR

Para evitar cair nesta "burla quase perfeita", as autoridades recomendam um conjunto de procedimentos preventivos essenciais:

  1. Desconfie sempre: Mesmo que o número pareça correto, nunca forneça códigos de confirmação ou dados confidenciais por telefone.

  2. Desligue e verifique: Se receber uma chamada com este teor, o melhor procedimento é desligar imediatamente.

  3. Use contactos oficiais: Após desligar, deve ligar autonomamente para o número oficial do seu banco (obtido através do site oficial ou do cartão bancário) e questionar sobre a veracidade da situação.

  4. Partilhe a informação: A GNR reforça que "informar é proteger", apelando aos cidadãos para que divulguem estes alertas junto de familiares e amigos, de forma a prevenir novas vítimas.

Este alerta surge num contexto de crescente digitalização do crime, onde a manipulação tecnológica é utilizada para quebrar a confiança entre os clientes e as instituições financeiras.