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Amarante
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Amarante: População de Candemil manifesta-se contra corte prolongado da EN15 e exige solução urgente

A Junta de Candemil promove, a 6 de junho, uma manifestação contra o isolamento e o fecho da EN15 devido a derrocadas ocorridas no início de 2026.

Redação

A Junta de Freguesia de Candemil, no concelho de Amarante, vai promover, no próximo dia 6 de junho, pelas 17h00, "uma manifestação pública em defesa dos interesses da população". O protesto surge como reação direta à "situação de isolamento e às dificuldades de mobilidade e segurança provocadas pelo corte da Estrada Nacional 15 (EN15)". A interrupção da via arrasta-se desde os "episódios de mau tempo que afetaram a região, no início de 2026", altura em que se registaram várias derrocadas.

Passados vários meses sobre o sucedido, os residentes locais queixam-se da ausência de respostas estruturadas por parte dos organismos públicos. Num comunicado de imprensa emitido a 2 de junho de 2026, a autarquia local refere que "a população continua a enfrentar graves constrangimentos na sua mobilidade diária, sem que tenha sido apresentada uma solução eficaz que permita restabelecer a normalidade das ligações rodoviárias".

Isolamento afeta acesso a médicos, IPSS e escolas

O bloqueio da circulação automóvel está localizado num ponto nevrálgico daquela infraestrutura rodoviária. O fecho contínuo do "troço da EN 15, ao km 74.800, tem obrigado os habitantes de Candemil e das localidades vizinhas a percorrer trajetos alternativos significativamente mais longos". Este desvio forçado prejudica a ligação quotidiana aos serviços básicos de primeira necessidade.

A população local vê-se agora obrigada a realizar percursos acrescidos para aceder "ao centro de saúde, escolas, farmácia, apoio a utentes idosos por parte de IPSS local, bem como a outros equipamentos públicos e privados indispensáveis ao dia a dia das famílias". Esta conjuntura tem provocado elevados prejuízos, traduzindo-se num "aumento dos custos de deslocação e dificuldades acrescidas para idosos, estudantes e pessoas com mobilidade reduzida".

A presidente da Junta de Freguesia de Candemil, Ana Sofia Briga, detalha o impacto financeiro e pessoal provocado pela derrocada. “Em muitos casos, este desvio representa um aumento muito superior a cinco quilómetros por deslocação, com os consequentes prejuízos em termos de tempo, custos de transporte e qualidade de vida”, garante a autarca.

População exige respostas à Infraestruturas de Portugal

A insatisfação com a gestão do processo tem vindo a subir de tom junto dos moradores e das forças vivas locais. A comunidade lamenta a falta de planeamento, gerando uma "crescente indignação perante a demora da reposição das condições de circulação numa via que constitui um eixo fundamental para a mobilidade local e para a ligação no concelho de Amarante". Ana Sofia Briga critica o silêncio institucional, reforçando que, “apesar da gravidade da situação e dos impactos diários que afetam centenas de pessoas, continua sem existir uma solução eficaz que permita minimizar os constrangimentos causados pelo encerramento da estrada”.

Após realizarem diversos contactos junto das tutelas responsáveis sem obterem qualquer retorno prático, a junta e os lesados consideram a inação intolerável. A autarquia exige agora à "Infraestruturas de Portugal (IP) que avance com a máxima urgência na sua execução e conclusão", reivindicando um cronograma detalhado de obras. Em paralelo, os queixosos defendem que, enquanto as intervenções definitivas não avançarem no terreno, “é imperativo que seja criada uma solução temporária que permita restabelecer a circulação em condições de segurança”.

Regresso de emigrantes no verão agrava preocupação

Os receios da junta de freguesia estendem-se também ao planeamento dos meses de maior afluência turística no concelho. A liderança local salienta que a situação se reveste de maior gravidade com a proximidade do período estival, "altura em que regressam à freguesia muitos emigrantes que mantêm fortes ligações à sua terra natal". Segundo os alertas emitidos, “estes cidadãos irão também enfrentar as dificuldades de acesso atualmente vividas pelos residentes, agravando os constrangimentos e reforçando a necessidade de uma resposta célere por parte das entidades responsáveis”.

A iniciativa do dia 6 de junho pretende unir esforços e agregar sinergias além-fronteiras da própria freguesia de Candemil. O protesto vai contar com o apoio expresso e com a mobilização das comunidades vizinhas afetadas pelo mesmo bloqueio, associando as populações de "Gondar e Ansiães, e das uniões de freguesia de Bustelo, Carneiro e Carvalho de Rei e, ainda, de Aboadela, Várzea e Sanche". O objetivo é dar eco ao descontentamento coletivo e sensibilizar as autoridades para a urgência de resolver o dossiê.

O ponto de encontro inicial da ação de protesto está fixado para as "17h00, na Sede da Junta de Freguesia de Candemil, na Rua da Igreja nº 52". O programa prevê uma concentração inicial junto ao edifício administrativo, seguindo-se uma "posterior deslocação para o local da derrocada (EN 15, km 74.800)", num apelo à comparência massiva de todos os cidadãos em defesa do direito à mobilidade e segurança na região.