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Sociedade
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Câmara do Porto assegura resolução de problemas na cantina da Escola Manoel de Oliveira face a denúncias do sindicato

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, garantiu esta terça-feira, 14 de abril, que a autarquia apenas tem conhecimento de "um caso" de más condições numa cantina escolar da cidade.

Redação

A declaração surge em resposta às denúncias do sindicato do setor, que apontou para a falta de condições na Escola Básica 2/3 Manoel de Oliveira, incluindo a existência de uma praga de ratos e a ausência de equipamento para cozinhar.

Falando aos jornalistas após uma reunião privada do executivo municipal, o autarca portuense referiu que o problema detetado na EB 2/3 Manoel de Oliveira, em março, "foi solucionado de imediato".

"Tivemos conhecimento de um caso em particular, não mais do que isso (...), em que foi detetado, em março, vestígios de poder haver um problema dessa natureza", explicou Pedro Duarte. Segundo o edil, a intervenção ocorreu na mesma manhã, acionando-se todas as medidas de precaução e segurança alimentar. Para garantir a segurança dos alunos enquanto decorria o "processo de desinfeção dessa cantina", as refeições passaram temporariamente a ser confecionadas noutras escolas.

Quanto ao estado atual da cantina, Pedro Duarte assegurou que o espaço está a funcionar e que resta apenas "um pequeno problema" relacionado com a substituição de um fogão, o que deverá acontecer nos próximos dias. O autarca negou perentoriamente ter conhecimento de casos semelhantes noutras escolas do concelho.

Sindicato relata regresso às aulas "sem as mínimas condições"

A visão da autarquia contrasta com a do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria e Similares do Norte, que organizou uma conferência de imprensa à porta do estabelecimento de ensino.

A dirigente sindical Carina Castro sublinhou que, após as duas semanas em que as refeições foram feitas fora portas e após a pausa letiva, o cenário não está resolvido. "Vieram as férias da Páscoa, hoje retomaram a confeção sem fogão novo e sem as mínimas condições", acusou.

Contrariando também a versão da Câmara do Porto sobre a exclusividade deste caso, a sindicalista garantiu que existem problemas similares noutros estabelecimentos de ensino da cidade. Por esse motivo, o sindicato encontra-se a realizar "um levantamento dos problemas junto de todas as escolas" para posterior entrega à autarquia.

Funcionária confirma praga de ratos e improviso nas refeições

O retrato das dificuldades vividas no interior da cozinha foi traçado por Florinda Mendes, a funcionária responsável pela confeção das refeições na EB 2/3 Manoel de Oliveira. Em declarações à Lusa, a cozinheira confirmou a total ausência de um fogão operacional e clarificou a natureza do incidente de março.

"O que se passa foi que em março tivemos uma praga de ratos. Quando demos conta do problema avisámos a escola, avisámos a câmara e, realmente, entrou a desratização", relatou a funcionária. Com a proibição de utilizar a cozinha infestada, a equipa teve de se desdobrar. "Durante duas semanas estivemos a fazer confeção em duas escolas distintas, uma semana numa e outra semana noutra, e a transportar as refeições para aqui", concluiu Florinda Mendes.