A preparação para as finais de julho em Dublin está a ser intensa. O currículo de Vitória já conta com passagens por competições como o All Dance, o Grand GT no Algarve e a Dorsal Cup, além de workshops em Londres, onde tenta "aprender sempre algo novo para trazer consigo e poder dizer que dominou mais um passo".
Agora, os treinos extra multiplicam-se. "Inicia os treinos às 16h30 e só termina por volta das 20h00 ou 21h00", descreve a mãe. A isto junta-se o peso financeiro das competições internacionais. Patrícia Ribeiro não esconde as dificuldades inerentes à falta de apoios institucionais à dança em Portugal, quando em comparação com outros países.
"Temos a noção de que os outros países dispõem de apoios que não existem em Portugal, principalmente na área da dança. Têm de ser sempre os pais a suportar tudo, o que, por vezes, se torna financeiramente pesado. Vamos competir contra a Inglaterra e outros países que já têm outra mentalidade de treino e ajudas governamentais de que nós não dispomos", desabafa. Para mitigar estes custos, a ADN organizou a "Gala da Primavera", um evento criado para angariar fundos que ajudem a suportar as despesas das famílias dos bailarinos de competição.
Apesar das adversidades, o sentimento dominante é de um orgulho imenso, partilhado não só pela família, mas por toda a comunidade. "Tem sido muito acarinhada pela família, amigos, vizinhos e por toda a população da nossa terra", relata Patrícia, visivelmente emocionada.
A terminar, a mãe de Vitória deixa uma palavra de incentivo a todos os pais que hesitam em investir nas paixões dos seus filhos: "Considero muito importante que as crianças pratiquem uma atividade de que realmente gostem. Ajuda no seu desenvolvimento e a estarem mais concentradas e focadas na escola. Adquirem uma maturidade muito maior e tornam-se muito mais autónomas. Aconselho vivamente que deixem as crianças seguir os seus sonhos e que os pais tentem sonhar em conjunto com elas. É fundamental."