Na ótica dos parlamentares, os processos arrastam-se no tempo, prejudicando o serviço prestado às populações e as condições de trabalho dos militares.
No documento formal enviado à tutela, os deputados traçam uma cronologia para demonstrar os sucessivos entraves que, segundo o PS, têm impedido a conclusão das obras naqueles dois postos do distrito de Viseu.
Cinfães: Socialistas apontam concursos desertos e falta de autorização
No caso específico da GNR de Cinfães, os deputados recordam que o processo se iniciou em julho de 2020. Após a aprovação do projeto, e face à falta de propostas (concursos desertos), os valores tiveram de ser atualizados ao longo do tempo.
De acordo com a cronologia apresentada pelo PS, o valor base passou de cerca de 851 mil euros (em 2023) para 1.259.432,57 € (em outubro de 2025). Mais recentemente, em dezembro de 2025, o valor terá sido novamente revisto para os 1.474.105,90 €. Atualmente, afirmam os parlamentares, o lançamento deste novo concurso encontra-se bloqueado por se aguardar a autorização do Ministério da Administração Interna (MAI) para o novo preço base e a celebração de uma nova adenda.
Souselo: Contrato à espera de "aprovação superior"
Uma situação de impasse semelhante é relatada para o posto de Souselo. Os eleitos pelo PS referem que, em novembro de 2025, foi apresentada uma candidatura (estimada em 350.000 €) para requalificar o quartel, contemplando obras de isolamento, reparação de coberturas e melhoria da parada.
Para a concretização desta obra, esclarecem os deputados, foi proposta a celebração de um contrato interadministrativo que delega na Câmara Municipal de Cinfães a responsabilidade pela execução da empreitada (com conclusão obrigatória até dezembro de 2026). Contudo, e segundo Armando Mourisco e Elza Pais, apesar da autarquia já ter concordado com os termos, o processo está parado, dependendo de uma aprovação superior por parte do MAI que "até à data, não ocorreu".
As questões levantadas à tutela
Face aos dados apresentados, os deputados socialistas exigem respostas ao Ministro da Administração Interna sobre três pontos centrais:
