No Dia Mundial da Língua Portuguesa, fomos descobrir como este mestre do "Grupo 200" usa o afeto, o "desenrasque" e o rigor para integrar crianças que vieram do Egito, da China ou da Ucrânia.
O cenário na Ibn Mucana, em Alcabideche, é de uma multiculturalidade vibrante, e Manuel Pinho está no centro desse furacão. Licenciado em História, e continuando a lecionar a disciplina e Geografia de Portugal aos 5.º e 6.º anos, Manuel viu surgir a oportunidade de abraçar o PLNM através do seu contrato de 22 horas. Confessa que, no início, o desafio foi encarado com receio, devido ao estigma que ainda rodeia a disciplina de Português Língua Não Materna. Ali, trabalha com um mosaico de origens, onde o objetivo final ultrapassa a gramática: trata-se de dar a estas crianças as ferramentas para que se sintam em casa. "O objetivo é colocá-los mais próximos de serem portugueses em pleno, como cidadãos", explica o professor, defendendo que o domínio do idioma é o passaporte para a verdadeira igualdade e integração.

