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Penafiel
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Penafiel lamenta a morte de Mário Zambujal, autor homenageado no festival Escritaria em 2020

O município emitiu uma nota de pesar pelo falecimento do reconhecido escritor e jornalista. A cidade recorda com carinho a sua passagem pelo grande evento literário, onde a sua obra e o seu humor foram amplamente celebrados.

Redação

A Câmara Municipal de Penafiel manifestou, em comunicado, o seu profundo pesar pelo falecimento de Mário Zambujal, figura incontornável da cultura e do jornalismo em Portugal. O autor nutria uma ligação especial com a cidade, tendo sido a personalidade homenageada na edição de 2020 do prestigiado festival literário Escritaria.

O evento, que anualmente transforma Penafiel num ponto de encontro vibrante entre a literatura, os escritores e o público, dedicou a sua programação de 2020 a mergulhar na vida e na vasta obra do autor.

Um legado literário marcado pelo humor

Mário Zambujal conquistou gerações de leitores através de uma escrita singular, onde o humor, a ironia e uma observação perspicaz da sociedade portuguesa eram as suas imagens de marca. Entre os seus títulos mais emblemáticos e acarinhados pelo público, destacam-se:

  • Crónica dos Bons Malandros

  • Histórias do Fim da Rua

  • À Noite Logo Se Vê

  • Serenada para um Homem Sem Sorte

A memória viva nas ruas de Penafiel

O presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, sublinhou o impacto da perda do autor. "Mário Zambujal deixa uma marca muito própria na literatura portuguesa, feita de inteligência, humor e uma extraordinária capacidade de contar histórias", afirmou o autarca, acrescentando que o concelho "teve o privilégio de celebrar a sua obra no Escritaria e recordará sempre a sua presença e o contributo que deixou à cultura portuguesa".

Como é tradição no festival Escritaria, a homenagem ao escritor materializou-se também no espaço urbano. Até aos dias de hoje, quem passeia por Penafiel pode encontrar perpetuada no espaço público uma frase deixada por Mário Zambujal durante a sua passagem pela cidade: “Os tempos mudam, mas não há máquina que substitua a natureza de um abraço.”