A informação foi avançada pelo Jornal de Negócios, que dá conta de um reforço das ações de fiscalização realizadas em feiras, mercados, estabelecimentos comerciais e outros locais de venda em todo o território nacional.
Entre os produtos apreendidos encontram-se sobretudo peças de vestuário, calçado, acessórios e outros artigos que reproduziam ilegalmente marcas reconhecidas no mercado, sendo comercializados como se fossem produtos originais. As operações tiveram como principal objetivo combater o uso indevido de marcas registadas e proteger consumidores e empresas lesadas pela comercialização de produtos falsificados.
A contrafação continua a representar uma preocupação para as autoridades, não apenas pelos prejuízos económicos causados às marcas e comerciantes legítimos, mas também pelos riscos associados à segurança dos consumidores. Muitos destes produtos não cumprem os requisitos de qualidade exigidos e podem representar perigos para quem os utiliza.
A GNR tem vindo a intensificar as ações de fiscalização em várias regiões do país, tendo realizado operações específicas em mercados, feiras e estabelecimentos comerciais onde foram detetados milhares de artigos contrafeitos. Em diversas intervenções recentes, os militares identificaram suspeitos e constituíram arguidos por crimes relacionados com contrafação, imitação e uso ilegal de marca.
Segundo as autoridades, o combate à contrafação assume uma importância crescente devido à ligação deste fenómeno a circuitos de economia paralela e, em alguns casos, a redes de criminalidade organizada. Além dos prejuízos económicos, estas práticas afetam a concorrência leal entre operadores e comprometem a confiança dos consumidores.
