A jovem, que divide o tempo entre o Conservatório de Música, os cadernos da escola e as competições internacionais de patinagem artística, é a grande finalista da equipa de Nena no The Voice Kids, com a final marcada para o dia 24 de maio. Mas, o que o ecrã da televisão não mostra é a história de uma persistência invulgar: foram precisos dois anos de rejeição e muita disciplina para que as cadeiras finalmente virassem.
Natural do Rio de Janeiro, Maria Luíza cruzou o Atlântico rumo a Portugal quando tinha apenas quatro anos. O sotaque suave que traz nas palavras mistura-se hoje com a vida construída em Paredes, onde a padaria da família serve de cenário a esta fase de glória. "Isto para mim faz a diferença, está a ser uma experiência incrível. As pessoas estão a ser muito simpáticas comigo e eu agradeço muito", confessa, rodeada pelo negócio dos pais, Milena e Luís, o seu grande suporte. "Sem eles, nada seria possível."
O gosto pelas artes não é uma herança genética. Na verdade, tudo começou graças ao irmão mais velho, hoje quase a fazer 20 anos, e que curiosamente "não canta, não dança, nem toca nada". Foi ele que, quando Maria Luíza tinha cerca de sete anos, lhe mostrou a série da Netflix 'Julie and the Phantoms'. A paixão foi imediata. "Já tenho, digamos, um meio artístico, de querer cantar. Apaixonei-me por aquilo desde pequenina."

