detenção ocorreu no cumprimento de um mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades judiciárias alemãs, por suspeitas da prática de crimes de burla e fraude fiscal qualificados.
Os crimes terão ocorrido entre os anos de 2018 e 2025, período em que o detido atuou como administrador de uma empresa de construção civil. Em conjunto com dois outros homens — que exerciam o controlo efetivo da empresa —, o suspeito terá implementado um esquema fraudulento com o intuito de maximizar os lucros.
Utilização de empresas fictícias com o objetivo de emitir faturas falsas referentes a serviços não prestados.
Os valores provenientes destas faturas eram posteriormente devolvidos em numerário e aplicados no pagamento dos salários não declarados.
Para executar este plano, o grupo recorreu a diversas empresas. Uma destas firmas foi criada pelo próprio suspeito detido, embora fosse também controlada, na prática, pelos outros dois homens envolvidos.
De acordo com as investigações, esta conduta criminosa resultou num prejuízo que ultrapassa os 6,4 milhões de euros. As autoridades alemãs mantêm ainda em aberto a hipótese de a atividade criminosa ter tido continuidade até 2025 através de uma outra empresa.
Pelos crimes de que é suspeito, o cidadão português enfrenta uma pena que poderá ir até a um máximo de 10 anos de prisão.
Após a detenção, o homem foi presente ao Tribunal da Relação de Guimarães. A instância judicial determinou que o indivíduo ficasse a aguardar os ulteriores termos do processo de extradição sujeito à medida de prisão preventiva.
