A madrugada desta quinta-feira, 4 de junho, ficou marcada por uma intensa perseguição policial que começou no concelho do Marco de Canaveses e terminou com duas detenções na cidade do Porto. De acordo com as informações avançadas pelo Jornal de Notícias (JN), toda a operação mobilizou um forte contingente de segurança e estendeu-se por um longo trajeto intermunicipal.
O alerta original teve como base um furto na loja de vestuário Forte Store, situada no Marco de Canaveses. O jornal diário clarifica que, embora este espaço em particular tenha sido assaltado pela primeira vez, as outras duas lojas pertencentes ao mesmo grupo empresarial na cidade já possuem um histórico de situações idênticas, o que evidencia um padrão criminal a afetar estes negócios locais.
Segundo os dados revelados pelo JN, a viatura utilizada pelos suspeitos foi detetada pelas patrulhas da Guarda Nacional Republicana (GNR) pouco antes das 4h00. A dupla desrespeitou as indicações de paragem e iniciou uma fuga desenfreada, cujo percurso de mais de 50 quilómetros foi feito, na sua grande maioria, através de autoestrada. A publicação relata ainda que, já em território portuense, os indivíduos continuaram a circular a alta velocidade por diversas ruas da cidade, tentando a todo o custo fintar o cerco policial.
A complexa operação de interceção foi gerida pela Sala de Situação da GNR. Conforme apurou o JN, a resposta policial contou com o envolvimento de mais de uma dezena de carros patrulha da GNR e da Polícia de Segurança Pública (PSP). Vários destes meios operacionais foram prontamente desviados de uma operação de fiscalização rodoviária de grande escala que estava a decorrer em simultâneo no Porto e em Vila Nova de Gaia.
O desfecho da perseguição deu-se na zona de Arca d’Água. O jornal descreve que, ao verem-se encurralados pelas viaturas da autoridade, os fugitivos abalroaram dois carros da GNR num último esforço para escapar, acabando por destruir também o próprio automóvel em que seguiam.
A detenção foi consumada poucos minutos antes das 4h30. Apesar dos estragos materiais provocados nos veículos policiais durante o embate final, a publicação sublinha que o incidente não resultou em quaisquer feridos, quer entre os agentes envolvidos na operação, quer entre os suspeitos.
