Belchior Ferreira, músico da banda há 59 anos, revela que “há 40 anos atrás”, a banda era uma presença regular do “domingo e segunda-feira de Páscoa”. Atuando maioritariamente em Marco de Canaveses e por vezes nos concelhos circundantes os músicos sacrificavam este momento normalmente passado em família, para poder acompanhar o compasso.
Alguns anos mais tarde, “por vontade dos músicos, deixamos de fazer esta volta com o compasso. Os músicos gostavam de estar em casa com as famílias para receber o compasso”, acrescenta o saxofonista.
“Era uma iniciativa muito bonita, as campainhas a tocar, o compasso a entrar em casa das pessoas e nós a tocar pelas ruas mas ao mesmo tempo era um dia muito cansativo para nós”, admite Belchior Ferreira. Apesar da decisão de pôr em pausa esta tradição, a verdade é que “nós músicos no fundo gostamos de participar e do convívio e mais que nós as pessoas ficavam muito satisfeitas e alegres por nos ouvir tocar”, salienta o músico.