logo-a-verdade.svg
Paredes
Leitura: 6 min

Paredes: III Bienal Internacional das Artes em Madeira arranca no Museu do Mobiliário

O concelho de Paredes acolhe, entre 29 de setembro e 30 de novembro, a III Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes (BIAMP).

Redação

O certame celebra os mestres e as artes tradicionais do setor através de um programa cultural diversificado que integra exposições, visitas a unidades industriais de mobiliário, conversas, espetáculos de teatro e momentos musicais.

O epicentro da iniciativa é o novo Museu do Mobiliário de Paredes, instalado no Mosteiro de Vilela, que acolhe uma visita experimental aberta à comunidade no dia 29 de setembro, às 18h00, antes da sua inauguração oficial agendada para meados de outubro.

A vereadora da Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Paredes, Beatriz Meireles, sublinha a relevância do certame e do novo equipamento cultural, destacando que "a Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes regressa para uma terceira edição (a primeira, em 2022, no formato FAMP e, a segunda, em 2024, BIAMP), num local privilegiado - o Museu do Mobiliário de Paredes, Mosteiro de Vilela, coração deste grande evento, que abrirá portas pela primeira vez para homenagear os mestres das artes e ofícios da madeira, os homens e as mulheres de Paredes". A responsável municipal refere ainda tratar-se de "um sonho que todos tínhamos há muito na cabeça e que é agora uma realidade, que continuará a afirmar Paredes também pela cultura e turismo".

Exposição central "Filhos da Terra, Filhos da Floresta" e vertente industrial

A sessão de abertura marca o início da exposição central "Filhos da Terra, Filhos da Floresta", com curadoria de Helena Mendes Pereira. A mostra fica patente até 30 de novembro na sala de exposições temporárias e em mais três salas do museu, reunindo trabalhos dos artistas Acácio de Carvalho, Agostinho Santos, Ana Almeida Pinto, Ana Pais Oliveira, Fátima Santos, JAS, João Mouro, Luís Canário Rocha, Manuela Pimentel, Miguel Neves Oliveira, Nettie Burnett, Paulo Neves, Volker Schnüttgen e Xosé Luís Otero.

Sobre a conceção artística, a curadora Helena Mendes Pereira explica que "a seleção procura estabelecer um circuito que interpele a história e as estórias que o Museu do Mobiliário conta, criando relações com o mundo dilacerante em que vivemos".

A bienal estende-se igualmente ao tecido empresarial local. No dia 29 de setembro, realizam-se as inaugurações das instalações artísticas de Luís Canário Rocha, na fábrica Fenabel, às 16h00, e de Xosé Luís Otero, na Laskasas, às 17h00.

Programa cultural alia teatro, música, património e poesia

A vertente das artes cénicas ganha destaque no dia 30 de setembro, às 21h30, com a apresentação da peça de teatro "Mulheres Móveis", criação da companhia Astro Fingido para assistir no Museu do Mobiliário.

No dia 1 de outubro, as comemorações do Dia Mundial da Música levam as atuações das bandas filarmónicas ao concelho: a Banda de Música de Baltar atua na Câmara Municipal de Paredes às 9h00; a Banda de Música de Vilela apresenta-se na empresa Fibromade às 13h15; e a Banda de Música de Cête atua no Museu do Mobiliário às 17h00.

A programação prossegue na Casa da Cultura de Paredes a 3 de outubro, às 15h30, com a inauguração das exposições "Puro e Bruto", de Fernando Barros, e "Respiga", de Jorge Barros, a que se junta, às 16h30, a mostra "Serrim entre Paredes", de Henrique do Vale, com curadoria de Rosalina Santos e Jorge Santos.

O espaço do Museu do Mobiliário acolhe três sessões do ciclo "Conversas à Lareira": a primeira realiza-se a 17 de outubro, às 17h00, com moderação de Helena Mendes Pereira e intervenções de Alexandre Almeida, Catarina Rocha e Esser Jorge Silva; a segunda decorre a 14 de novembro com Beatriz Meireles, Isabel Maya, Celso Las Kasas e Alice Semedo; e a terceira sessão tem lugar a 15 de novembro, moderada por Célia Rocha, reunindo Elias Barros, Luciana Barbosa e Paula Nogueira.

O cartaz contempla ainda o evento etnográfico "Romaria", a 25 de outubro, orientado por Luís Monteiro e grupos locais, bem como visitas guiadas à exposição temporária a 31 de outubro e 22 de novembro, e visitas encenadas à exposição permanente a 7 de novembro, sob coordenação artística de Simão Barros e Francisco Leite Silva.

Na reta final do evento, a 13 de novembro, Filipa Leal diz poesia de Daniel Faria no museu e nas empresas Gicamob e Wuda. A 26 de novembro, às 12h00, a pianista Joana Gama apresenta o concerto "A Mind in The Heart" na empresa Farimóvel, encerrando a bienal a 28 de novembro, às 17h00, no Museu do Mobiliário, com uma performance de Inês Neves e a apresentação oficial do catálogo do evento.