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Sociedade
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Porto: Utilização de carro, metro e bicicleta aumenta em 2025

As deslocações diárias de automóvel, metro e bicicleta no concelho do Porto registaram um aumento em 2025. A conclusão resulta do cruzamento de dados do novo Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) do Porto com os Censos de 2021 e o Inquérito à Mobilidade de 2017.

Redação

Meios de transporte em crescimento

A análise à evolução da mobilidade dos portuenses revela uma tendência clara de subida na utilização de três meios de deslocação específicos:

  • Automóvel: Continua a ser o meio de transporte dominante na cidade. Passou de 47,96% das deslocações diárias em 2017 para 53,53% em 2021, fixando-se agora nos 56,80% em 2025 (valor que inclui condutores e passageiros).

  • Metro: Registou um salto expressivo nos hábitos da população. Após uma quebra registada em 2017 (onde representava apenas 4,97%), subiu para 7,31% nos Censos de 2021 e atinge agora a fasquia dos 11,70% em 2025.

  • Bicicleta: Mantém um crescimento lento, mas contínuo, desde 2011 (ano em que representava apenas 0,22%). Passou para 0,79% em 2021 e atingiu os 2% em 2025. Apesar de estar acima da média nacional dos últimos Censos (0,6%), o valor continua aquém da meta da Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável, que ambicionava atingir os 4% nas cidades já em 2025.

Meios de deslocação em queda

Em sentido inverso, os dados preliminares do PMUS de 2025 revelam uma diminuição noutras formas de deslocação diária:

  • A pé: As deslocações estritamente pedonais sofreram uma quebra muito acentuada nos últimos anos. Em 2017 representavam 31,24%, desceram para 22,32% em 2021 e pesam agora apenas 14,10% nas escolhas em 2025.

  • Autocarro: A utilização de autocarros (sejam públicos, escolares ou de empresas) desceu de 13,89% em 2021 para 11,10% em 2025. Para efeitos de comparação, este meio de transporte chegou a representar 17,90% das viagens em 2011.

Contexto e âmbito dos dados

No retrato à mobilidade de 2025, há ainda o registo residual de deslocações de comboio (0,70%) e noutros modos de transporte não especificados (3,5%).

Os dados do plano de mobilidade da cidade ainda não foram apresentados publicamente na sua totalidade, tendo estes números sido conhecidos no âmbito da recente proposta de transportes gratuitos para o Porto.

Importa ressalvar que estes valores dizem respeito exclusivamente aos movimentos internos do concelho do Porto, não contabilizando as deslocações provenientes dos restantes municípios que compõem a Área Metropolitana do Porto (AMP).