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Sociedade
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Ataque com gás no Metro do Porto: Suspeito fica em prisão preventiva

O Comando Metropolitano do Porto da Polícia de Segurança Pública (PSP) concluiu a investigação sobre o ataque com gás ocorrido no passado dia 18 de março, na estação de Ramalde.

Redação

O suspeito, um homem de 46 anos, foi intercetado numa operação policial e encontra-se agora sob a medida de coação mais grave: prisão preventiva.

O incidente, que gerou pânico generalizado entre cerca de meia centena de utilizadores do Metro do Porto, forçou a interrupção da circulação durante cerca de uma hora e obrigou à ativação imediata dos mecanismos de alarme da composição.

O Balanço do Ataque e a Motivação

De acordo com as diligências efetuadas pelo dispositivo de Investigação Criminal, o ataque provocou ferimentos em seis passageiros. Três das vítimas necessitaram de assistência hospitalar devido à exposição à substância gasosa.

A investigação revelou que o ato não foi aleatório, mas sim uma ação de represália. Momentos antes do ataque, um grupo de passageiros interveio para impedir que o suspeito furtasse a carteira a um cidadão septuagenário no interior da carruagem. Em resposta à intervenção dos cidadãos, o agressor utilizou a botija de gás contra os presentes antes de se colocar em fuga.

A Detenção e Provas Apreendidas

Após um período de fuga para parte incerta, o suspeito foi localizado e intercetado pela PSP na zona da baixa da cidade do Porto. No momento da detenção, o indivíduo tinha em sua posse elementos que reforçaram a prova criminal:

  • Uma botija de gás (compatível com a utilizada no ataque);

  • Uma faca;

  • Um telemóvel furtado.

Desfecho Judicial

O detido foi presente ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, onde as autoridades judiciais validaram os elementos de prova reunidos pela PSP. Face à gravidade dos factos e ao perigo causado à segurança pública, foi-lhe aplicada a medida de prisão preventiva.

Em comunicado, a PSP reiterou o seu compromisso na preservação da ordem pública:

"A PSP mantém o compromisso firme de atuar de forma célere e eficaz na proteção das vítimas, na preservação da segurança pública e no combate a fenómenos criminais que colocam em risco a integridade dos cidadãos."