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Portugal
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Fé resiste ao temporal: mau tempo não interrompe a vida no Santuário de Fátima

Apesar de rajadas de vento e da queda de dezenas de árvores, o Santuário de Fátima manteve todas as celebrações e atividades religiosas, sublinhando que o mau tempo não abalou a fé nem a vida espiritual do local.

Redação

A passagem da depressão Kristin por Portugal fez-se sentir com particular intensidade na região de Fátima, durante as últimas noites, provocando a queda de dezenas de árvores em vários pontos do recinto do Santuário. Ainda assim, o Santuário de Fátima garantiu que a atividade e a dinâmica celebrativa decorrem com total normalidade, num sinal de continuidade e resiliência perante a adversidade.

Numa publicação divulgada há menos de 24 horas, a instituição refere que o vento forte, com rajadas que atingiram os 140 quilómetros por hora, derrubou sobretudo cedros e pinheiros nas alamedas do Recinto de Oração, tendo-se registado também quedas de árvores nas traseiras da Basílica de Nossa Senhora do Rosário e na zona de Valinhos.

Apesar do impacto visível no arvoredo, o coração espiritual do Santuário permaneceu intacto. Segundo a mesma nota, a Capelinha das Aparições e a centenária azinheira não sofreram qualquer dano, mantendo-se preservados dois dos mais importantes símbolos da devoção mariana em Portugal.

Ao nível das infraestruturas, os estragos no património edificado foram considerados de pequena monta e estão já a ser alvo de reparação. Os acessos ao Recinto de Oração encontram-se totalmente desobstruídos e, desde as primeiras horas da manhã, decorrem trabalhos de remoção das árvores caídas, limpeza e manutenção, que deverão prolongar-se nos próximos dias.

A mensagem transmitida pelo Santuário é clara: o temporal não interrompeu a missão nem a vivência da fé. As celebrações, o acolhimento de peregrinos e a vida espiritual continuam a decorrer como habitualmente, num contexto em que a resposta rápida das equipas no terreno permitiu garantir segurança e normalidade.

Mau tempo afeta o país com milhares de ocorrências

A tempestade Kristin, que afetou Portugal nos últimos dias, foi classificada pelos serviços meteorológicos como uma depressão de forte intensidade, com rajadas superiores a 178 km/h em várias regiões do território continental

O fenómeno meteorológico deixou um rasto de danos significativos em diversas zonas do paísmilhares de ocorrências associadas a quedas de árvores e estruturas, estradas cortadas e milhares de clientes sem eletricidade. As autoridades de proteção civil registaram mais de 2.600 ocorrências relacionadas com a passagem da depressão, sobretudo no centro e norte do país, e vários distritos estiveram sob alertas de vento forte e agitação marítima.

Além dos danos materiais, a depressão causou vítimas mortais nalgumas regiões portuguesas (seis vítimas mortais até ao momento), cortes prolongados no fornecimento de energia elétrica e dificuldades de circulação em diversas estradas nacionais, obrigando à intervenção de equipas de emergência em grande escala.