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Porto
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Aeroporto do Porto: Controlo de fronteiras registou esperas superiores a duas horas após falha informática

A PSP admitiu que o controlo de fronteiras no Aeroporto do Porto registou esperas superiores a duas horas este domingo, dia 17 de maio, devido a problemas informáticos.

Redação

O controlo de fronteiras no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, registou este fim de semana tempos de espera superiores a duas horas. A Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou publicamente as demoras, mas rejeitou categoricamente as informações que circulavam sobre filas de até seis horas, classificando-as como infundadas.

Falhas informáticas e forte afluência geram constrangimentos nos aeroportos

De acordo com o comunicado emitido pela força de segurança, os picos de maior congestionamento verificaram-se no domingo, entre as 09h00 e as 12h00. A PSP precisou que o tempo máximo de espera "nunca foi superior a 100 minutos em Faro, 110 minutos em Lisboa e 130 minutos no Porto". Para justificar estes atrasos, a polícia apontou para “razões técnicas e informáticas” associadas a uma “elevada dimensão de passageiros fora do Espaço Schengen”.

No total do país, os três principais aeroportos nacionais controlaram cerca de 69 mil passageiros em voos provenientes de fora do espaço comunitário. A PSP garantiu que, perante as dificuldades, "desde cedo foram tomadas medidas de contingência, sempre no estrito cumprimento das regras de segurança e das normas de controlo fronteiriço", permitindo que os parâmetros normais de referência fossem alcançados ao final da manhã de domingo.

PSP repudia desinformação sobre os tempos de espera

A direção da polícia aproveitou o esclarecimento para lamentar a "desinformação reiterada" em torno do controlo das fronteiras aéreas, criticando diretamente as "notícias de seis horas de tempo de espera". Segundo as autoridades, este tipo de narrativas baseadas em dados falsos "induz em erro os nossos cidadãos, prejudicando a imagem" de Portugal no exterior, deixando ainda um forte apelo à responsabilidade social no momento de partilhar relatos digitais.

"A circulação de informação não verificada causa alarme injustificado e prejudica não só o normal funcionamento das operações fronteiriças, como a própria eficácia da operação geral dos aeroportos", alertou expressamente o comando da PSP.

Para evitar novos episódios de saturação, a polícia adiantou que já se encontram em execução vários planos de investimento público direcionados para aumentar a capacidade do controlo fronteiriço, o que contempla o reforço dos recursos humanos e a modernização tecnológica das infraestruturas aéreas.

Implementação do novo sistema europeu adensa dificuldades

Este domingo fixou-se como o segundo dia consecutivo de fortes constrangimentos nos aeroportos nacionais. Já no sábado, o tempo de espera tinha superado uma hora na capital. Na altura, fonte oficial da ANA - Aeroportos de Portugal confirmou “os tempos de espera elevados hoje no controlo de fronteira, superiores a uma hora, na área das partidas do Aeroporto Humberto Delgado”.

Estes atrasos nas fronteiras aéreas causam forte desconforto aos passageiros da região Norte, afetando também a comunidade marcoense que viaja frequentemente em rotas internacionais através da infraestrutura portuense. No ano passado, os problemas registados em Lisboa obrigaram o Governo a suspender temporariamente a aplicação do novo sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, denominado Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia. O mecanismo automatizado voltou a funcionar desde o início deste ano, estando prevista para o passado mês de abril a sua estabilização a 100% em todo o território comunitário, o que tem exigido um período de adaptação tecnológica complexo por parte das equipas de fiscalização.