A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai reforçar as equipas dos aeroportos nacionais com um contingente de 360 polícias a partir de julho. A medida operacional destina-se especificamente a “diminuir os tempos de espera dos passageiros de fora do espaço Schengen”, cuja situação epidemiológica e logística de controlo se agravou nos últimos meses, revelou esta terça-feira, dia 19 de maio, à agência Lusa fonte oficial daquela força de segurança pública.
Formação de novos agentes e plano de contingência para o verão
De acordo com as informações avançadas pelo porta-voz da direção nacional da PSP, Sérgio Soares, este efetivo de 360 polícias está integrado num grupo mais amplo de novos profissionais. O responsável explicitou que estes operacionais “fazem parte dos 560 novos agentes que vão acabar a formação a 28 de maio”. Logo após a conclusão dessa etapa instrucional inicial, os profissionais selecionados avançam para uma especialização técnica obrigatória, “iniciando logo de seguida o curso de guarda de fronteira que tem a duração de quatro semanas”.
A entrada em funções efetiva destes novos polícias nos postos de fronteira aérea, calendarizada para o início de julho, constitui um dos eixos centrais do plano de contingência da PSP estruturado para a época do verão. Adicionalmente, e integrando o mesmo pacote de medidas excecionais, a polícia prevê avançar, já a partir de 29 de maio, com o “aumento do número de ‘boxes’ de controlo manual de fronteiras para melhorar a resposta operacional e reduzir o tempo de espera” nos respetivos terminais de passageiros.
Impacto do novo sistema europeu de controlo de fronteiras
As dificuldades crónicas na gestão do fluxo de passageiros intensificaram-se após uma alteração técnica de cariz comunitário. O novo sistema europeu de controlo de fronteiras entrou em funcionamento em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen em outubro de 2025. Desde essa data, os tempos de verificação nas fronteiras aéreas registaram um agravamento contínuo. A pressão regulamentar tem-se feito sentir com particular incidência no aeroporto de Lisboa, onde os viajantes se veem na contingência de ter de aguardar, “por vezes, várias horas” até completarem a sua validação legal de entrada no país.
