Mas, desengane-se quem pensa que o seu sucesso é feito de guiões decorados em frente ao espelho ou heranças familiares no mundo da advocacia. A sua arma secreta é o improviso, o humor e uma autenticidade desarmante. De Vilela para a capital e para o Brasil, esta é a história do jovem que prova que, no tribunal ou na vida, o segredo é "saber ler a sala".
Quando os miúdos da sua idade pediam consolas e passavam horas em videojogos, José Pedro Teixeira não tinha (nem nunca pediu) uma PlayStation. O seu "jogo" era outro: passava as férias a devorar livros e a assistir a debates no YouTube. Sem advogados ou figuras públicas na família, a paixão pela argumentação brotou de forma orgânica, alimentada por uma vontade incessante de comunicar, de ouvir e de estar com os outros.
Essa vocação natural encontrou palco cedo. Desde os tempos de delegado de turma na primária, passando pelo escutismo e pela Cruz Vermelha, até à liderança da Associação de Estudantes da Escola Secundária de Vilela, José Pedro sempre quis ter "um lugar à mesa". Hoje, já com uma pós-graduação em Direito da Igualdade no bolso e distinguido com a Medalha de Ouro do Município de Paredes na categoria Ensino e Educação, o jovem de 21 anos prepara-se para ser advogado. Mas, o momento em que percebeu que a sua voz tinha o poder de mover plateias aconteceu de forma caricata.

