A dimensão do problema é sustentada pelos dados operacionais das forças de segurança. Desde o ano de 2020, as autoridades portuguesas já apreenderam mais de 200 lanchas rápidas em alto mar, rios, armazéns ou em transporte rodoviário, incluindo 11 apreensões validadas apenas no primeiro trimestre de 2026. Recentemente, a 24 de março, a GNR intercetou uma EAV transportada num automóvel em Grândola, detendo um homem de 55 anos. Dias depois, a 31 de março, uma operação conjunta da Polícia Marítima e da Marinha Portuguesa a sul do Algarve resultou na apreensão de mais duas lanchas e na detenção de sete indivíduos.
O Governo recorda que a proteção da costa nacional é um desafio estrutural de soberania, dado que “Portugal tem mais de 2.500 km de costa e uma das maiores ZEE (Zona Económica Exclusiva) do mundo; proteger este espaço marítimo exige regras modernas, fiscalização eficaz e maior capacidade de resposta das autoridades”. Esta realidade é acompanhada com particular atenção pela opinião pública do Norte do país e pela própria comunidade marcoense, atenta às medidas de reforço da segurança nacional e ao impacto das redes de criminalidade organizada que desafiam a vigilância das águas territoriais.