Num relatório divulgado esta sexta-feira, o ECDC aponta uma "necessidade urgente" de respostas nacionais "robustas e inclusivas" face ao aumento das infeções. O documento destaca particularmente o cenário entre mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 24 anos, grupo onde se verificou o aumento acentuado de casos de gonorreia.
Para combater esta tendência, os peritos da organização defendem que a educação sobre o VIH e a sexualidade em contexto escolar é crucial. O objetivo é que esta formação, baseada em competências para a vida e normas internacionais, capacite os jovens a "assumirem o controlo e tomarem decisões informadas sobre a sua sexualidade e relações de forma livre e responsável".
A situação nas escolas em Portugal
Segundo os dados mais recentes de 2023 (ou o ano mais recente disponível) comunicados por 26 países da UE/EEE no âmbito da Declaração de Dublin, Portugal encontra-se entre os países que possuem políticas nacionais de educação abrangente sobre sexualidade no ensino básico (15 países), no ensino secundário (19 países) e em institutos de formação de professores (13 países).
No entanto, Portugal não integra o grupo de países que reportou a existência destas políticas em contexto universitário.
Falha nas metas de uso do preservativo
O relatório sublinha que os preservativos, usados correta e consistentemente, são dos métodos mais eficazes de prevenção primária. Embora não exista uma meta específica para o uso de preservativos no combate às infeções sexualmente transmissíveis em geral, a meta provisória para a prevenção do VIH em 2025 estipula que 90% das populações-chave tenham usado preservativo na última relação sexual com um parceiro não regular.
Entre os jovens (15 a 24 anos), os dados de 12 países, onde se inclui Portugal, mostram estimativas de uso entre 13% e 75%. O ECDC conclui que "nenhum país atingiu a meta intermédia de cobertura de prevenção do VIH de 90%".
Relativamente a outras populações-chave, Portugal reportou dados em todos os grupos analisados. As estimativas de uso de preservativo nos últimos seis meses variaram da seguinte forma:
