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Sociedade
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Capitania do Douro prevê "dia difícil" no controlo de caudais após subida das águas

O rio Douro registou uma subida considerável durante a última noite, levando a Capitania a antecipar um dia "difícil a nível do controlo dos caudais". A forte precipitação prevista para o Norte de Portugal e Espanha mantém as autoridades em estado de vigilância esta quarta-feira.

Redação

Num ponto de situação feito cerca das 07h30, o comandante adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens, confirmou que a cota da albufeira do Carrapatelo, na zona do Peso da Régua (Vila Real), já atingiu os 10,7 metros. "A água já chegou à marginal", indicou o responsável, acrescentando que, apesar de o nível se ter mantido estável, trata-se de uma "cota considerável".

Risco para as zonas ribeirinhas do Porto e Gaia

A jusante, no estuário, a cota ronda os cinco metros. Pedro Cervaens recordou que a zona de Miragaia, no Porto, já registou ontem uma ligeira entrada de água e alertou para a possibilidade de o cenário se repetir hoje: "Acreditamos que hoje pode ser também um dia difícil (...) É possível que estas zonas com cotas mais baixas sofram novamente a entrada de água".

Planos de Emergência ativos até domingo

Face ao risco elevado de cheias e inundações, e na sequência da declaração de situação de contingência em 48 concelhos, os municípios do Porto e de Vila Nova de Gaia ativaram os respetivos Planos Municipais de Emergência de Proteção Civil (PMEPC). A medida vigora até às 23h59 do próximo domingo.

A Capitania do Douro mantém ativo, desde a semana passada, o alerta vermelho para risco de cheias devido à conjugação de chuva, vento e agitação marítima.

Nove distritos sob aviso laranja

O agravamento do estado do tempo deve-se à passagem da depressão Nils, que traz chuva e vento fortes. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob aviso laranja, entre as 06h00 e as 18h00 de hoje, os distritos do Porto, Viseu, Vila Real, Braga, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém.

Portugal continental enfrenta esta nova depressão após a passagem das tempestades Kristin, Leonardo e Marta, que causaram 15 mortos e centenas de desalojados desde o final de janeiro.