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Sociedade
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GNR alerta para burlas no arrendamento: Faro lidera lista de crimes e distritos do interior registam subida acentuada

A Guarda Nacional Republicana (GNR) lançou um alerta nacional sobre o aumento da criminalidade associada ao arrendamento e aquisição de imóveis, especialmente com a aproximação das épocas festivas e de férias.

Redação

Em 2025, a autoridade registou 725 burlas desta tipologia em todo o país, com o distrito de Faro a concentrar mais de 20% das ocorrências.

Apesar de se ter verificado uma ligeira redução de 5% no total nacional face ao ano de 2024, o fenómeno mantém-se disperso pelo território e com especial incidência nas zonas turísticas e grandes centros urbanos. Faro lidera com 153 crimes, seguindo-se Setúbal (91), Lisboa (86) e os distritos de Braga e Porto, ambos com 72 ocorrências.

Interior e Norte com crescimentos preocupantes

A análise da GNR revela ainda uma diversificação das áreas de atuação dos burlões, com um crescimento acentuado em distritos que, tradicionalmente, registavam menos casos. O maior aumento verificou-se em Portalegre (+150%), seguido de Viana do Castelo (+89%), Leiria (+78%) e Castelo Branco (+75%).

Segundo a força de segurança, o método utilizado é quase sempre o mesmo: os criminosos utilizam fotografias de casas reais para criar anúncios fictícios em plataformas digitais, apresentando preços muito abaixo do valor de mercado.

Ao atrair a vítima pela vantagem económica, os burlões exercem pressão psicológica, alegando "elevada procura" para forçar um pagamento imediato (sinal) sem que a pessoa tenha visitado o imóvel. A fraude é, muitas vezes, descoberta meses mais tarde, quando a vítima tenta contactar o anunciante ou se desloca à morada e percebe que o imóvel não existe ou não está para arrendar.

Para evitar cair nestas redes de criminalidade, a GNR recomenda:

  • Desconfiar de negócios "irresistíveis" e preços muito baixos para a zona;

  • Solicitar sempre uma visita presencial ao imóvel antes de qualquer pagamento;

  • Investigar o anúncio, verificando se as fotos aparecem em sites diferentes com outros contactos;

  • Validar a identidade do anunciante e confirmar se o titular da conta bancária corresponde ao nome fornecido;

  • Não ceder à pressão de efetuar reservas imediatas sob pretexto de haver outros interessados.

Nos últimos dois anos, as operações da Guarda resultaram na detenção de três suspeitos ligados a estas atividades. A GNR apela a todos os cidadãos que tenham sido vítimas deste crime para que formalizem a denúncia junto de qualquer posto policial.