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Penafiel
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Câmara de Penafiel lamenta morte de António Lobo Antunes e recorda homenagem no Escritaria

O município de Penafiel emitiu uma nota de pesar pelo falecimento de António Lobo Antunes, recordando a forte ligação do escritor à cidade, onde foi o autor homenageado na edição de 2012 do festival literário Escritaria.

Redação

Na nota divulgada, a autarquia expressa as profundas condolências à família, amigos e leitores, destacando o papel do romancista como "uma das maiores figuras da literatura portuguesa contemporânea". O município relembrou o impacto de obras emblemáticas do autor, tais como Os Cus de Judas, Conhecimento do Inferno, Fado Alexandrino e Não é Meia-Noite Quem Quer.

O presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, sublinhou que a passagem de Lobo Antunes pelo concelho constituiu "um encontro memorável entre o escritor, a sua obra e a nossa cidade". O autarca acrescentou ainda que "a sua partida deixa um vazio na literatura, mas a sua palavra permanecerá viva e continuará a inspirar leitores em todo o mundo".

A passagem do escritor pela Escritaria em 2012 deixou marcas físicas na cidade. Em Penafiel permanece gravada uma frase da sua autoria, descerrada na altura da homenagem: "Escrever é um trabalho que se faz por paixão, com muito sacrifício, com muitas olheiras."

Além da inscrição em espaço público, António Lobo Antunes está também imortalizado na exposição Pela janela do olhar, da artista plástica Mafalda Rocha. O retrato do escritor integra a coleção de autores homenageados que é exibida na Casa da Caturra, no Ponto C - Cultura e Criatividade, durante cada edição do festival literário.