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Sociedade
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Bombeiro e militar da GNR morre em Campo Maior durante operação de vigilância ao mau tempo

José Valter Canastreiro, de 46 anos, faleceu este sábado, dia 7 de fevereiro, enquanto participava numa ação de patrulhamento na zona do Rio Caia.

Redação

Um bombeiro da corporação de Campo Maior, no distrito de Portalegre, morreu hoje, 7 de fevereiro de 2026, no decorrer de uma operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância no âmbito do mau tempo que assola o país. A vítima mortal, identificada como José Valter Cunha Canastreiro, tinha 46 anos e desempenhava também funções como militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) no Posto Territorial de Campo Maior.

 O alerta para a ocorrência foi dado por volta das 13:30. Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o incidente teve lugar na Estrada Nacional 373, numa zona de confluência com o rio Caia, em Campo Maior. O Ministério da Administração Interna (MAI) esclareceu que o militar se encontrava no seu período de descanso da GNR, prestando serviço de apoio à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Campo Maior, quando foi vítima de um acidente na Ribeira de Caia. O comandante dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Pedro Tomé, explicou que a morte ocorreu durante a ação de vigilância, sugerindo que a vítima poderá ter-se sentido mal antes de entrar numa linha de água. Na sequência do sucedido, uma equipa de psicólogos deu entrada na corporação para acompanhar os restantes elementos, que ficaram profundamente abalados com a perda.

  A Câmara Municipal de Campo Maior decretou três dias de luto municipal. O presidente da autarquia, Luís Rosinha, manifestou "grande consternação" e destacou o "espírito de missão e a forma ativa" com que José Valter Canastreiro desempenhava as suas funções. O autarca lamentou o "dia muito trágico", referindo ainda o falecimento recente de outro bombeiro da corporação devido a doença prolongada.

A nível nacional, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte do bombeiro "ao serviço de apoio às comunidades afetadas pela intempérie", elogiando o seu "exemplo de abnegação e dedicação à causa pública". O MAI e a ANEPC emitiram também notas de pesar e gratidão, estendendo as condolências à família, à GNR e aos bombeiros.

 Com esta ocorrência, sobe para 14 o número de mortos em Portugal desde a semana passada, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta. O mau tempo provocou centenas de feridos e desalojados, além de extensa destruição material, cortes de serviços e inundações, afetando principalmente as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 de fevereiro para 68 concelhos, tendo anunciado medidas de apoio que podem ascender aos 2,5 mil milhões de euros.