Após as denúncias de que a estrutura semissubmersa representa um "ponto negro" ambiental e paisagístico, a entidade garante que já tomou diligências para a sua remoção.
A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) prestou esclarecimentos ao nosso órgão de comunicação sobre o batelão abandonado há cerca de 25 anos nas margens do rio Douro, na zona de Espadanedo (Cinfães).
Após as denúncias de que a estrutura semissubmersa representa um "ponto negro" ambiental e paisagístico, a entidade garante que já tomou diligências para a sua remoção.
Em resposta às questões enviadas pela nossa redação, a APDL começou por demarcar a posição da embarcação em relação à rota dos navios. A instituição esclarece que o batelão "se encontra fora do canal de navegação da Via Navegável do Douro".
Nesse sentido, e apesar de confirmar que a carcaça permanece no local "há vários anos", a APDL assegura que a estrutura "não conflitua com a navegação local nem interfere com a gestão do tráfego neste troço da via navegável".
Apesar de não representar um obstáculo direto à circulação fluvial, a entidade portuária confirmou que o caso não está esquecido e que já houve intervenção junto do dono do batelão.
De acordo com a resposta oficial enviada à nossa redação, os passos dados foram os seguintes:
Articulação com as autoridades: A APDL revela que "em articulação com a Capitania do Douro, desenvolveu diligências com vista à remoção da embarcação".
Aviso de remoção: Esta ação concretizou-se, "designadamente através da notificação do respetivo proprietário para proceder à sua retirada".
Por fim, a APDL compromete-se a manter a vigilância sobre este caso em Espadanedo, sublinhando que "acompanha a situação no âmbito das suas competências de exploração e gestão da Via Navegável do Douro, salvaguardando as condições de segurança marítima".