O sucesso do tratamentoestá intimamente associado ao diagnóstico precoce.O rastreio precoce é realizado de forma fácil, com recurso a endoscopia digestiva alta que visualiza o esófago e estômago e permite identificar doentes com cancro gástrico. Este exame permite também identificar doentes que ainda não têm a neoplasia mas que têm fatores de risco que levam ao seu aparecimento.
O cancro gástrico apresenta muitos sinais e sintomas que ajudam na sua identificação.Queixas simples como a azia (pirose), regurgitação, dificuldade na digestão, sensação de enfartamento, anemia, são queixas que devem fazer o doente procurar o seu médico. Com estas queixas o médico tem de realizar uma endoscopia digestiva alta para despistar o diagnóstico de cancro gástrico ou do esófago.
Se a endoscopia revelar um cancro, o doente deve ser estudado com TAC e referenciado a consulta de cirurgia geral especializada em neoplasias.
Se o doente for identificado numa fase precoce o tratamento é mais eficaz e o doente pode ficar curado. Contudo, quando o diagnóstico é tardio pode ser necessário tratamentos mais complexos e prolongados e, mesmo assim, pode já ser tarde para curar o doente.
Por vezes o doente não tem cancro mas tem uma gastrite associada a uma infeção de uma bactéria chamada Helicobacterpylori. Esta infeção é muito frequente na população portuguesa e é fator de risco para o aparecimento de cancro gástrico. O tratamento desta infeção é uma medida eficaz para diminuir o risco de desenvolver cancro.
A maior parte dos cancros do estômago são esporádicos, mas alguns casos são transmitidos dentro de uma mesma família e toda essa família tem de ser estudada.
O rastreio do cancro gástrico com recurso a endoscopia é uma medida eficaz para tratar doentes em fases precoces ou evitar que desenvolvam cancro. A realização de endoscopia digestiva alta com apoio de anestesia é realizada de forma rotineira e segura e permite diagnosticar situações de cancro gástrico ou infeção de H. pylori permitindo tratamentos eficazes e atempados.
