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Sociedade
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Depressões Kristin e Leonardo: Marinha resgata 132 pessoas isoladas pelas cheias

A Marinha Portuguesa resgatou, durante o dia de quinta-feira, 5 de fevereiro, 132 pessoas que se encontravam isoladas devido ao agravamento das condições meteorológicas e às cheias provocadas pelas depressões Kristin e Leonardo.

Redação

As operações de resgate, motivadas pelo aumento do nível das águas e pela chuva intensa, incidiram sobretudo nas zonas de Alcácer do Sal e Leiria. Para chegar às populações isoladas, os militares recorreram a botes que haviam sido previamente posicionados para apoio imediato nas zonas ribeirinhas. Durante estas ações em Leiria, foram também salvos 15 animais.

Balanço da catástrofe: Mais de 2300 pessoas apoiadas

No âmbito da resposta global a esta catástrofe natural, a Marinha já prestou apoio a mais de 2300 pessoas até ao momento.

Os trabalhos no terreno incluem também a recuperação de infraestruturas:

  • Foram reparadas mais de 40 habitações e edifícios públicos;

  • No distrito de Leiria, procedeu-se à desobstrução de cerca de 16 quilómetros de estrada;

  • Foram recolhidas mais de 137 toneladas de detritos do rio Lis.

Dispositivo no terreno: 480 operacionais e 44 botes em prontidão

A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional (AMN) mantêm no terreno um contingente robusto, que tem vindo a ser aumentado gradualmente em articulação com as autarquias. Atualmente, estão empenhados cerca de 480 operacionais (militares, militarizados e agentes da Polícia Marítima), apoiados por 61 viaturas, 47 embarcações, quatro geradores, 17 drones e um helicóptero em prontidão.

Para prevenir novos isolamentos, a Marinha mantém 44 botes prontos a atuar em zonas críticas de risco de cheia:

  • Ovar: 8 botes (rios Vouga e Douro);

  • Leiria: 4 botes (rio Lis);

  • Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure: 8 botes (rio Mondego);

  • Tancos: 8 botes (rio Tejo);

  • Coruche e Benavente: 10 botes (rio Sorraia);

  • Alcácer do Sal: 2 botes (rio Sado);

  • Rio Tejo (outras localizações): 4 botes adicionais.

A Autoridade Marítima Nacional mantém ainda uma presença reforçada no rio Guadiana, em Vila Real de Santo António, onde já prestou apoio a 18 embarcações.