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Portugal
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Meia Maratona Douro Verde reuniu atletas de 28 países em Baião, Cinfães e Marco de Canaveses

Na quinta edição do evento, foram registados recordes de participação: 28 países representados e mais de dois mil atletas inscritos, superando todas as expetativas.

Redação

“Temos atletas de todos os continentes, desde a Europa à Oceania, passando pela África, América do Norte, América do Sul e Ásia. Isto é realmente algo que nos honra e nos distingue”, afirmou Mário Sousa, presidente do Clube Náutico de Ribadouro e responsável pela Portocargo, salientando a forte adesão e o prestígio que a prova tem vindo a conquistar.

O organizador sublinhou ainda o caráter único do percurso, que decorre junto ao Rio Douro e em paisagens idílicas, beneficiando de um dia com condições perfeitas para o evento. Uma das novidades desta edição foi a transmissão em streaming direto, com imagens projetadas ao longo do percurso, permitindo que o público acompanhasse a passagem dos atletas em pontos estratégicos.

Para Mário Sousa, o impacto da prova vai muito além da competição: muitos atletas inscrevem também familiares na caminhada, aumentando o fluxo de visitantes e potenciando o turismo de qualidade na região. “Pretendemos um turismo não massificado, mas de qualidade. Por isso temos o cuidado de, no final da prova, percorrer todo o percurso para que nem um simples papel ou plástico fique no percurso. Este território tem de ser mantido com a pureza que tem”, explicou, reforçando o compromisso ambiental e de preservação do património natural.

Mário Sousa destacou ainda a dimensão humana e comunitária da prova, salientando a participação ativa de locais e visitantes, que juntos transformam a meia maratona num verdadeiro encontro de desporto e convívio. “É impressionante ver como as pessoas se envolvem, não só na corrida, mas na caminhada, na estafeta e em toda a animação em redor. É isto que dá vida a esta prova e mostra o quanto este território tem para oferecer”, referiu. O organizador reforçou que cada detalhe é pensado para proporcionar a melhor experiência possível e que o esforço de toda a equipa vale a pena: “Quem ainda não participou, tem mesmo de vir. Vale a pena fazer esta prova e viver tudo o que ela oferece.”

Ana Raquel Azevedo: Ao longo do fim de semana mostramos "aquilo que melhor temos"

A presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, destacou o impacto crescente da Meia Maratona Douro Verde, sublinhando as condições excecionais desta edição, marcada por “um dia maravilhoso, com sol e temperatura espetacular”, enquadrado pelas “paisagens mais arrebatadoras” do concelho.

A autarca evidenciou também a dimensão do evento, que envolve não só Baião, mas igualmente municípios vizinhos como Cinfães e Marco de Canaveses, e que tem vindo a afirmar-se à escala regional. Segundo referiu, iniciativas deste tipo contribuem para dinamizar o território, atraindo visitantes que permanecem na região ao longo do fim de semana. “Aquilo que melhor temos” é mostrado através de eventos como este, afirmou, apontando a estratégia municipal de valorização do desporto e do turismo de natureza como eixos complementares de desenvolvimento.

A presença internacional foi outro dos pontos destacados, com 28 países representados, a par de uma forte adesão local. Ana Raquel Azevedo sublinhou a importância de os próprios baionenses participarem e usufruírem da iniciativa, seja na corrida, na estafeta ou na caminhada.

A presidente aproveitou ainda para reforçar a importância da prática desportiva para a saúde e o bem-estar, numa combinação entre exercício físico e convívio. Quanto à sua participação, revelou que optou pela caminhada, mantendo a tradição de anos anteriores, agora pela primeira vez enquanto presidente do município.

Carlos Cardoso:“Traz muita gente de fora, que se apaixona por este território”

O presidente da Câmara Municipal de Cinfães, Carlos Cardoso, sublinhou a importância estratégica da Meia Maratona Douro Verde para a promoção e dinamização do território que partilha com Baião e Marco de Canaveses.

Para o autarca, a prova não é apenas um evento desportivo, mas uma oportunidade de mostrar a riqueza natural e cultural da região. “Traz muita gente de fora, que se apaixona por este território”, afirmou, destacando o plano de água e a paisagem envolvente como elementos que deixam uma impressão duradoura nos visitantes. Segundo Carlos Cardoso, muitos regressam à região depois de a conhecerem durante a prova, gerando um efeito positivo no turismo local e reforçando a notoriedade do Douro Verde a nível nacional e internacional.

O impacto económico da prova também foi enfatizado, uma vez que dinamiza o comércio local, restaurantes e alojamentos, além de promover os produtos endógenos da região. Para o presidente, esta é uma forma de unir desporto, desenvolvimento económico e valorização cultural, criando benefícios que se estendem a todo o território.

Além do papel institucional, Carlos Cardoso assumiu uma participação ativa no evento, garantindo que os habitantes do concelho também se envolvem diretamente. “Tenho sempre participação”, referiu, notando que já encontrou vários moradores de Cinfães que se preparam para correr ou caminhar na prova, reforçando o caráter comunitário e integrador da iniciativa.

Fernanda Ribeiro:“Mais do que competir, o importante é desfrutar da corrida e da paisagem”

A madrinha da prova, Fernanda Ribeiro, destacou o ambiente e o crescimento da Meia Maratona Douro Verde, apelando sobretudo ao espírito de participação e convívio entre os atletas.

Num cenário que classificou como “magnífico”, a campeã mostrou-se satisfeita por ver muitos participantes reunidos, defendendo que o mais importante é que todos vivam a experiência de forma positiva. “Aquilo que eu quero é que toda a gente faça esta corrida pelo prazer, pelo bom tempo e pela boniteza da prova”, afirmou, reconhecendo ainda que haverá atletas mais competitivos, focados na vitória.

Fernanda Ribeiro sublinhou também a evolução consistente da iniciativa desde a primeira edição, notando um aumento significativo no número de participantes ao longo dos anos. Ainda assim, alertou para os desafios logísticos que esse crescimento pode trazer, nomeadamente devido às características do percurso, que poderá limitar a expansão futura da prova.

A diversidade internacional foi outro dos aspetos evidenciados, com dezenas de nacionalidades representadas, reforçando o caráter atrativo do evento. Para a madrinha, o sucesso da Meia Maratona Douro Verde está também ligado à beleza natural da região e ao ambiente vivido após a corrida, que convida os participantes a permanecer e desfrutar do território.

Perante a crescente procura, admitiu que, no futuro, a organização poderá ter de impor novos limites às inscrições, de forma a garantir a qualidade e segurança da prova.

Carlos Ferreira: "Esta prova tem o meu coração"

Para Carlos Ferreira, parceiro da organização através da Eventsport, os objetivos definidos para esta edição da Meia Maratona Douro Verde foram claramente alcançados, com especial destaque para a forte adesão.

“O objetivo máximo era garantir qualidade e proporcionar uma boa experiência a quem nos visita”, afirmou, sublinhando que a marca dos dois mil inscritos foi ultrapassada, um sinal evidente do crescimento e da atratividade da prova.

Carlos Ferreira destacou ainda a importância do enquadramento natural do evento, convidando participantes e visitantes a apreciarem a paisagem envolvente, em particular a zona da Pala e o “magnífico espelho de água” que caracteriza o percurso.

Assumindo o vínculo pessoal à iniciativa, reforçou que esta é “uma prova do coração”, não só pela dimensão que atingiu, mas também pela singularidade do cenário onde decorre, fator que contribui para diferenciar a Meia Maratona Douro Verde no panorama nacional.

Veja o artigo da Meia Maratona Douro Verde na próxima edição em papel (2 de abril) 

Meia Maratona Douro Verde - Vencedores Masculino

1.º Fernando Serrão

2.º Rui Teixeira

3.º Renato Teixeira 

Meia Maratona Douro Verde - Vencedores Feminino

1.º Sílvia Pereira

2.º Estela Melo

3.º Vera Rodrigues