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Vila Nova de Gaia
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Gaia: Executivo de Menezes aprova novo organograma e anuncia poupança anual de 175 mil euros

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia aprovou esta segunda-feira, dia 9 de fevereiro, uma reestruturação dos serviços municipais que, segundo a autarquia, permitirá reduzir a despesa corrente em 175 mil euros por ano.

Redação

A oposição socialista absteve-se, argumentando que a poupança é teórica, uma vez que o quadro anterior não estava totalmente preenchido.

A proposta foi viabilizada em reunião extraordinária privada, contando com os votos favoráveis da coligação PSD/CDS, da Iniciativa Liberal (IL) e do vereador independente.

Fonte oficial do município liderado por Luís Filipe Menezes adiantou que a nova estrutura representa "uma redução de despesa de 5%" face ao organograma herdado da anterior gestão socialista.

PS contesta contas

Contactado pela Lusa, o vereador do PS, João Paulo Correia, desvalorizou os números apresentados pela maioria. Para o socialista, a redução de custos só seria efetiva "se todos os lugares do atual [organograma] estivessem preenchidos", o que, segundo o autarca, não corresponde à realidade, dado haver "muitos lugares" vagos na estrutura anterior.

Consenso sobre o Provedor do Munícipe

A reunião serviu ainda para aprovar uma alteração às regras de nomeação do Provedor do Munícipe. Por proposta do Partido Socialista, ficou definido que tanto o nome como o vencimento do futuro provedor terão de ser aprovados por uma maioria qualificada de dois terços da Assembleia Municipal.

Pelouros por atribuir e o caso "ex-Chega"

Apesar de constar no ponto 2 da ordem de trabalhos, a distribuição de pelouros pela vereação não ficou fechada. João Paulo Correia revelou que a atribuição não foi efetivada "por não estar ainda decidida".

Neste novo desenho do executivo, deverá ganhar destaque António Barbosa. O vereador eleito pelo Chega, que se desvinculou do partido no final de janeiro, deverá assumir pelouros na qualidade de vereador independente, ao lado da força política que governa a autarquia.

Apoio a cuidadores fora da agenda

A polémica em torno do alegado corte no apoio aos cuidadores informais, denunciada pelo PS no fim de semana e desmentida pelo executivo, acabou por não ser debatida. Fonte da autarquia justificou a ausência de discussão com a natureza da reunião: "Como foi extraordinária, não houve período antes da ordem do dia", momento habitualmente reservado a intervenções políticas fora da agenda.