A decisão surge após uma avaliação interna que "identificou um conjunto de fragilidades e constrangimentos operacionais" que, segundo a instituição, acabaram por comprometer a "adequação da estrutura às exigências de qualidade, conformidade e sustentabilidade" que devem reger a sua atuação.
A organização esclarece que a manutenção da delegação, nos moldes em que funcionava, "não reunia as condições necessárias para assegurar, com o nível de exigência devido, a resposta que a Cruz Vermelha Portuguesa pretende garantir às populações".
Para garantir que a assistência aos utentes e famílias não é interrompida, todas as valências anteriormente asseguradas por Alpendorada e Matos serão "integradas e acompanhadas pela Delegação de Marco de Canaveses".
A instituição sublinha que a nova estrutura de referência se localiza a "cerca de 4 km da anterior", o que permite manter a assistência num quadro de "proximidade e continuidade territorial". A CVP assegura que este processo de transição foi conduzido de forma planeada para "minimizar qualquer impacto sobre utentes, famílias e comunidades abrangidas", reforçando que a prioridade absoluta é garantir que "nenhuma pessoa em situação de vulnerabilidade fique sem acompanhamento em resultado desta decisão".
No que diz respeito aos recursos humanos, a Cruz Vermelha Portuguesa está a assegurar aos voluntários afetos à estrutura encerrada a "possibilidade de integração na Delegação de Marco de Canaveses", desde que manifestem disponibilidade para "prosseguir a sua missão humanitária". Este enquadramento será realizado de acordo com as "necessidades operacionais existentes e os procedimentos internos aplicáveis", num esforço para "valorizar o compromisso e a dedicação" de quem tem servido a instituição. A CVP reafirma que reconhece o papel essencial deste corpo de voluntariado e que está empenhada em promover uma "transição responsável e organizada".
Relativamente ao futuro, a instituição confirma que a decisão atual é a de "encerramento da Delegação de Alpendorada e Matos", estando o foco total colocado na estabilização das respostas através da delegação sede do concelho.
Embora o fecho seja efetivo, a Cruz Vermelha Portuguesa não descarta totalmente cenários futuros, referindo que "qualquer eventual reavaliação dependerá da evolução das necessidades no território" e da verificação dos pressupostos institucionais indispensáveis para garantir uma "atuação sustentável, conforme e eficaz". Por agora, o objetivo institucional passa por assegurar uma "gestão responsável, sustentável e coerente da missão e dos recursos" da organização na região.
