Através de uma declaração oficial contundente, a Câmara Municipal do Marco de Canaveses garantiu estar de "consciência tranquila", refutando em absoluto as afirmações do Secretário de Estado das Infraestruturas e sublinhando que a autarquia "não se limitou a reivindicar", assumindo responsabilidades e custos muito além das suas competências.
O dossiê do viaduto: A autarquia esclarece que fez o projeto, a auditoria de segurança e manifestou a total disponibilidade para financiar 25% da obra. Segundo a Câmara Municipal, o projeto está aprovado e pronto a avançar desde fevereiro de 2025.
"Como se costuma dizer, fizemos a 'papinha' toda. Se o Governo quiser, a obra pode ser lançada hoje", aponta o executivo marcoense, que desmente frontalmente a tutela: "Não é verdade que o Governo aguarda por um acordo com o município para avançar. O acordo foi celebrado em 2021 e foi integralmente cumprido pela Câmara Municipal."
O dossiê da nova ponte: O cenário repete-se na reivindicação da ponte. O executivo liderado por Cristina Vieira manifestou surpresa ao ouvir o Secretário de Estado afirmar que o Governo aguardava por um estudo de tráfego desde maio de 2025. A autarquia garante que cumpriu o que estava acordado e entregou, em julho de 2025, um memorando técnico com quatro alternativas de traçado e ligações estruturantes à A4. Durante oito meses, a IP e o Governo não deram qualquer resposta. Só a 20 de março de 2026, já com a audição parlamentar marcada, foi solicitado o referido estudo de tráfego. Apesar de não ser sua obrigação realizar estudos em vias da IP, a Câmara Municipal assumiu que o fará para não atrasar mais o processo.
O município marcoense lembra que o que está em causa não é apenas a mobilidade, mas a segurança. Só desde janeiro de 2025, a única ligação existente já ficou condicionada ou interrompida 10 vezes devido a acidentes e obras, provocando quilómetros de filas. "Não é um incómodo, é um risco", conclui a autarquia.