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Sociedade
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Tribunal indefere ação da Junta de Freguesia para anular contrato da mina de lítio em Boticas

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela indeferiu a ação interposta pela Junta de Freguesia de Covas do Barroso, em Boticas, distrito de Vila Real, que visava anular o contrato de concessão da mina do Barroso, anunciou a Savannah Resources.

Redação

A ação, interposta em 2023 contra o Ministério do Ambiente, identificava a Savannah como contraparte e pretendia a declaração de nulidade ou, subsidiariamente, a anulação do contrato de concessão de 2016 da mina do Barroso.

“O tribunal declarou improcedente a ação e absolveu o Ministério do Ambiente e a Savannah, confirmando assim, de forma inequívoca, a validade e conformidade do contrato de concessão”, sublinhou a empresa britânica. A Junta de Freguesia ainda pode recorrer da decisão para o Tribunal Central Administrativo.

Segundo a Savannah, esta é a oitava decisão judicial consecutiva favorável à empresa, num total de oito decisões entre sentenças, recursos e providências cautelares.

A mina do Barroso obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) condicionada em 2023, sendo que a empresa prevê iniciar a produção de lítio em 2027. “Recebemos com satisfação a decisão clara tomada pelo tribunal neste caso que reforça o sólido enquadramento jurídico que sustenta o nosso projeto”, afirmou Emanuel Proença, diretor executivo da Savannah.

O responsável acrescentou que é lamentável ter de enfrentar processos repetidos por “um pequeno grupo de reclamantes que, acreditamos, não representam a opinião das comunidades locais”.

O projeto da mina do Barroso foi considerado estratégico pela Comissão Europeia em março de 2025, mas tem enfrentado contestação local por parte de populares, autarcas e ambientalistas, incluindo manifestações e ações judiciais.

Em setembro, a Savannah anunciou que as prospeções confirmaram “maiores quantidades de lítio” na área da mina, com um recurso estimado em 39 milhões de toneladas.