A iniciativa cruzou gerações com o objetivo de promover a partilha de experiências, celebrar a liberdade e valorizar a memória coletiva de um dos momentos mais marcantes da história de Portugal.
Ao longo desta semana, os idosos que integram o programa municipal “Celorico a Mexer” juntaram-se aos alunos do 3.º ano das escolas básicas do concelho para assinalar a Revolução de 1974.
A iniciativa cruzou gerações com o objetivo de promover a partilha de experiências, celebrar a liberdade e valorizar a memória coletiva de um dos momentos mais marcantes da história de Portugal.
Esta ação comemorativa, que já é uma presença habitual no âmbito do programa “Celorico a Mexer”, percorreu os estabelecimentos de ensino de Fermil, Gandarela, Mota e Celorico. O propósito central foi sublinhar a importância do 25 de Abril enquanto pilar fundamental da democracia portuguesa, transmitindo esse conhecimento às novas gerações.
Os encontros intergeracionais foram marcados por uma forte dinâmica de troca entre os mais velhos e as crianças. A participação ativa dividiu-se entre as duas faixas etárias:
Os alunos (3.º ano): Dedicaram-se à interpretação de canções de intervenção e à declamação de poemas alusivos à Revolução dos Cravos;
Os idosos: Partilharam testemunhos vivos e na primeira pessoa sobre a forma como viveram o 25 de Abril de 1974. O momento culminou com todos a entoarem em conjunto o tema “Grândola, Vila Morena” e com a distribuição de cravos às crianças, num gesto simbólico que evocou a data histórica.
A última sessão desta semana comemorativa decorreu na quinta-feira, dia 23, na Escola Básica da Vila de Celorico.
Helena Martinho, responsável pelos serviços de Desenvolvimento Social e Saúde do Município, marcou presença no encerramento e fez questão de reforçar o valor destas dinâmicas. A responsável destacou a importância de valorizar a vivência, tanto individual como coletiva, dos idosos num momento tão marcante como a Revolução dos Cravos.
Para Helena Martinho, a promoção destes encontros reveste-se de um papel duplo: por um lado, é uma "oportunidade para aproximar gerações e promover a partilha de experiências"; por outro, é uma ferramenta essencial para "assegurar o contínuo fortalecimento da democracia".