O Tribunal de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, proferiu esta sexta-feira, dia 8 de maio, a sentença no âmbito da Operação Babel. O ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, Patrocínio Azevedo, foi condenado a uma pena de oito anos e meio de prisão. O processo está relacionado com a viciação de normas e a instrução irregular de processos de licenciamento urbanístico no concelho gaiense, favorecendo interesses privados em detrimento do interesse público.
Durante a leitura do acórdão, a presidente do coletivo de juízes afirmou que o tribunal ficou com a “convicção segura” do envolvimento direto de Patrocínio Azevedo nos factos. A decisão judicial abrangeu também outros arguidos centrais no caso, nomeadamente o empresário imobiliário Paulo Malafaia, o fundador do grupo Fortera, Elad Dror, e o advogado João Lopes. Este último terá atuado como intermediário entre o antigo autarca e os promotores imobiliários.
